Atrás da formação ideal e tentando driblar sucessivos problemas, o técnico Marcelo Oliveira pretende apostar num time teoricamente mais criativo para o jogo deste domingo – às 15h, no Newton Agibert – frente ao Serrano.

O Paraná Clube precisa da vitória para se manter no G8 e encaminhar sua classificação à segunda fase e atrás desse objetivo entrará em campo pela primeira vez com dois meias-armadores, num 4-4-2 “clássico”.

No início da temporada, diante de um elenco “enxuto” e ainda em formação, Marcelo Oliveira preferiu fortalecer a marcação com um 3-5-2. Manteve-se fiel ao sistema por nove jogos, mesmo tendo perdido nessa trajetória Irineu (após três jogos) e Alessandro Lopes (após a sexta partida). A ideia de partir para um novo sistema só amadureceu depois das lesões dos dois alas-esquerdos, Guaru e Pará.

Obrigado a improvisar o zagueiro Diego Corrêa neste setor, decidiu avançar Chicão para a sua real posição, a cabeça-de-área. A estratégia funcionou bem contra o Coritiba, até aqui a melhor jornada do Paraná Clube sob o comando de Oliveira.

Mesmo com a troca de Chicão por Edimar, o posicionamento do time não se alterou e foi assim, que o Tricolor “atropelou” o Cerâmica pela Copa do Brasil. Mas, frente ao Cascavel, a tática não funcionou. Em todos esses jogos, o Paraná sempre teve apenas um meia-armador.

A exceção foram os vinte minutos iniciais do segundo tempo, quando Oliveira escalou Vinícius e Éverton.

Agora, se não houver imprevistos, Marcelo Oliveira vai apostar num time teoricamente criativo e com maior poder de fogo, contando com um quarteto essencialmente ofensivo, formado por Vinícius, Éverton, Márcio Diogo e Marcelo Toscano.