Marcelo Toscano balançou as redes quatro vezes, metade dos gols feitos pelo Paraná Clube no Estadual. Quando a bola não chega aos seus pés, ele poderia simplesmente reclamar. Mas esse é o perfil dos atacantes acomodados e não é o caso do paranista, que de tanto correr, dividir, driblar e chutar, no escaldante sol de 34 graus contra o Corinthians-PR, chegou a passar mal: “em nome da torcida tricolor, tem que suar”.

Mineiro de Areado, uma cidade pequena do interior, Toscano esquece a vida tranquila do antigo lar e se preciso vai buscar o jogo para furar os bloqueios adversários. Também é o primeiro a dar combate quando a pelota rola no território inimigo. Jogando dessa forma, caiu nas graças da torcida tricolor. Como conversava um grupo de paranistas que acompanhava o jogo de quinta-feira no Janguitão, “ele chega junto. Não tem medo de encarar ninguém”.

Mantendo a raça cotidiana de cada partida, o atacante define como será a disputa de hoje contra o Atlético. “Vai ser de muita pegada. Entro empolgado, pois é o meu primeiro clássico com a camisa tricolor”, disse.

Convidado a mandar uma frase ao conterrâneo do ataque rival, Marcelo prefere o jeitinho mineiro de ser. “Quem errar menos leva”, disse ele, que completa em nome do que pede a torcida paranista: “Espero que os donos da casa saiam comemorando, com gol de Toscano”, brinca.

Para furar a blindagem da boa zaga atleticana, Toscano repassa uma receita simples e objetiva. “Vou continuar chutando. Infelizmente, a bola não entrou contra o Corinthians. Mas a meta é a mesma, manter o arremate sempre que possível”.