Márcio May rompendo a fita de chegada.

Depois de cinco vezes como vice-campeão, o catarinense Márcio May, da equipe Memorial-Santos, finalmente conquistou o título da Volta Ciclística do Litoral Paranaense. Confirmado como grande favorito após assumir a liderança da prova na tarde de sábado, quando venceu a quarta etapa – os 10 km contra o relógio. Ontem, May teve apenas o trabalho de se manter próximo ao cascavelense da equipe Caloi-Suzano, José Aparecido Santos, que cruzou a linha de chegada da quinta e última etapa, no mesmo pelotão de May.

A vitória na etapa final coube ao garoto Alex Arseno, da equipe DataRo-Transamérica, que venceu no sprint final a Maurício Morandi, outro jovem talento da categoria Sub-23, da equipe Vince/Jamur Bikes/Blumenau. A decisão foi no foto-finish, pois ambos cruzaram quase juntos à linha de chegada, em frente ao Velódromo do Jardim Botânico, com o segundo pelotão, formado por 13 ciclistas, entre eles May e Santos.

“Estou contente e realizado por conseguir quebrar este tabu. Mas agradeço o ótimo trabalho da minha equipe, que me ajudou nesta conquista”, festejou May, que está esperançoso com a que considerou sua melhor temporada. “Este ano tenho alcançado ótimos resultados. Vou curtir muito este título. Mas minha prioridade a partir de agora é intensificar os treinos visando a participação no Mundial, da Suíça, e o Pan-Americano, da República Dominicana”, explicou o campeão, que tenta sua terceira medalha no Pan. May foi bronze no Pan de Mar del Plata (95) e em Winnipeg (99). “Quem sabe este ano consigo uma medalha também no Mundial e outra, de outra cor, no Pan”, disse Márcio, revelando o sonho de garantiu vaga para uma equipe completa na Olimpíada de Atenas, no ano que vem.

Internacional

Nesta edição da Volta do Litoral quem estava comandando o núcleo de comissários era o colombiano César Sanchez. Ele considerou muito boas as condições gerais oferecidas pela organização, como suporte e logística, mas faltam alguns detalhes, como verba de premiação e um patrocinador.

“Faltam pequenos detalhes como uma chegada protegida por 200 metros de isolamento na chegada e outros cem após a linha, um melhor entrosamente das equipes de segurança. Mas no todo, a organização está de parabéns e em meu relatório a prova vai entrar no calendário do ano que vem como um evento internacional”, revelou Sanchez, lembrando que para isso há a necessidade de se convidar ao menos cinco equipes do exterior, para oficialização de evento internacional.