Marcos Assunção assumiu a culpa pelo empate do Palmeiras, que ficou no 1 a 1 com o Cruzeiro, neste domingo, no Pacaembu. O volante palmeirense perdeu uma cobrança de pênalti já aos 47 minutos do segundo tempo e a igualdade no placar impediu que a equipe paulista se aproximasse mais dos líderes no Campeonato Brasileiro – está em sexto lugar, com 33 pontos.

“A culpa é minha. Eu errei o pênalti num momento que tinha que fazer e, infelizmente, o goleiro pegou”, disse Marcos Assunção, que teve a cobrança defendida pelo goleiro Rafael. “Eu bati forte no meio e ele pegou. Mas eu assumo toda a responsabilidade do empate. Poderíamos ter ganhado a partida”, acrescentou o volante.

O volante reconheceu o mérito do goleiro cruzeirense Rafael, que fez a defesa no meio do gol, mesmo após o chute forte. Ele disse que esse tipo de defesa é comum no futebol, mas pediu desculpas aos jogadores e à torcida. “O goleiro pulou, só que deixou a perna. Mas é assim: a vida segue”, disse Marcos Assunção. “Peço desculpas a meus companheiros e aos torcedores por não ter dado esta vitória. Eu assumo toda a responsabilidade”, insistiu.

O goleiro Marcos, por sua vez, preferiu elogiar a defesa de Rafael e evitou culpar Marcos Assunção pelo empate. “Hoje em dia, o goleiro estuda todos os batedores. Hoje nosso batedor oficial, que era o Kléber, não estava. O segundo é o Assunção e o terceiro é o Henrique. O Assunção bateu do jeito que ele treina e o goleiro foi feliz ao fazer a defesa”, comentou o goleiro do Palmeiras. “Não podemos jogar a responsabilidade nas costas do Assunção. Perdeu o pênalti num momento como esse, é claro que a gente gostaria que ele tivesse feito, mas o importante é que o goleiro é que tem que levar os méritos por essa defesa.”

Questionado sobre o gol sofrido pelo Palmeiras, feito pelo meia argentino Montillo, o ídolo palmeirense respondeu que o lance aconteceu muito próximo dele. “Temos pedido para a zaga jogar um pouco para fora porque eu não sou um goleiro de jogar debaixo do gol. Eu tenho 1,93 metro e tenho que jogar um pouco mais adiantado. Quando fico debaixo do gol, fico uma presa fácil para os atacantes”, disse Marcos, com sua tradicional sinceridade.