Muito criticado pela própria torcida atleticana ao longo do Paranaense – sendo vaiado várias vezes após substituições ou tropeços – o técnico Petkovic foi o personagem da classificação atleticana para as semifinais. Com quatro mudanças (uma forçada, outras três por opção) ele conseguiu transformar o Atlético de um fim de semana para outro. O time respondeu muito bem às suas orientações e, para obter esse êxito, contou com um importante auxiliar.

Não foi o Marcão e tampouco o também sérvio Djoko Cocovic. O meia Marcos Guilherme, além de ser o dono do jogo, marcando os dois gols atleticanos, ele foi chamado diversas vezes à beira do gramado. Em algumas ocasiões gesticulava e parecia discordar das orientações recebidas por Pet, mas o sucesso do time esta intimamente ligado ao trabalho desempenhado pela “jóia” atleticana. Com a bola nos pés desequilibrou. Deu assistências e venceu o goleiro Marcos duas vezes: aos 43 minutos do primeiro e aos 27 do segundo tempo.

Língua afiada

A vitória sobre o Paraná veio como a ‘forra’ para os atleticanos. Desde a derrota por 4×0 na rodada final da primeira fase do Paranaense, quando o atacante Giancarlo se referiu ao Atlético como ‘o time do final da rua’ os atletas rubro-negros ficaram mordidos. O meia Zezinho disparou: “Somos time grande e sempre acreditamos em nós mesmos. Ficou provado para eles que time grande é a gente. Eles são o terceiro time da cidade. E outra: a gente recebe salário”.

Sangue quente

Ao final da partida o clima esquentou (muito) no gramado da Vila. Um dos gandulas ameaçou jogar uma bola no atacante Crislan, do Atlético, e o camisa 9 ficou possesso. O atleticanoprecisou ser contido por seguranças.