Uma das cidades paranaenses mais apaixonadas por futebol deve ficar de fora do Estadual-2009. O Adap Galo, representante de Maringá na elite do Paraná, está prestes abandonar o esporte profissional por falta de condição financeira.

Os comentários sobre a possível desistência do Adap Galo Maringá já circulam nos bastidores da Federação Paranaense de Futebol há cerca de um mês. Na última semana, o presidente executivo do clube, Adílson Batista do Prado, veio à FPF comunicar a possível desistência. O dirigente alegou dificuldades financeiras e pediu prazo para tentar patrocínios.

Os dirigentes ainda evitam oficializar a saída do profissionalismo. Mas reclamam que o futebol tem sido deficitário e não valeria a pena disputar o Estadual com orçamento enxuto e encarar críticas da exigente torcida maringaense.

“Não há viabilidade econômica. É um saco sem fundo. De minha parte estou desanimado”, disse ao Paraná-Online o empresário Marcos Falleiro, sócio do Adap Galo ao lado de Adílson do Prado e principal financiador do clube.

Outra pista da iminente aposentadoria é a reforma no Estádio Willie Davids. A prefeitura local constrói uma pista de atletismo ao redor do gramado e prevê liberar o estádio apenas em março de 2009, quando o Estadual já estiver na metade. O Adap Galo, porém, sequer solicitou o adiamento das obras para que não coincidissem com o campeonato.

Caso realmente desista, o Adap Galo só poderia voltar com esta nomenclatura após dois anos de “quarentena”, e na 3.ª divisão. O clube pretende seguir disputando competições de categorias de base.

O presidente da FPF, Hélio Cury deu prazo até 11 de novembro, data do arbitral do Paranaense, para a Adap Galo dizer se disputa o campeonato. Mas a Federação já se prepara para a deserção.

“Outros times igualmente em dificuldade contornaram seus problemas. Mas se houver um fato como esse (a desistência), estudaremos juridicamente se chamamos outro participante ou não”, disse o presidente da FPF, que prepara o primeiro Campeonato Paranaense totalmente organizado em sua administração.

Na edição de 2007, dois clubes da Divisão de Acesso herdaram as vagas deixadas pelo União Bandeirante (que desistiu) e pela própria fusão entre Adap e Galo Maringá.

Mas desta vez a FPF não confirma a repetição do critério, que em 2009 beneficiaria o Operário ou Francisco Beltrão dependendo do resultado do julgamento da confusão entre o time de Ponta Grossa e o Foz do Iguaçu.

“O regulamento da Divisão de Acesso previa apenas que o campeão e o vice subiriam. Mas por enquanto é apenas especulação e tudo será avaliado no momento oportuno”, falou o dirigente.