Rogério Correia pode ser
titular na zaga domingo.

O técnico Mário Sérgio, do Atlético, incorporou o espírito de Atletiba decisivo e acrescentou mais uma capítulo ao já folclórico clássico paranaense.

Na quarta-feira, mudou a programação; ontem pela manhã, cancelou o que tinha programado e, à tarde, resolveu fazer um treino secreto. Quando viu a presença da imprensa na portaria do CT do Caju, voltou atrás e convidou os repórteres para acompanharem os trabalhos.

“Eu fiquei com pena de vocês (repórteres). Eu acho que vocês têm todo o direito de trabalhar e não são culpados de nada do que acontece”, disse o treinador atleticano. Para ele, quem cobre o dia a dia do clube são apenas soldados. “Eu não tenho porque ter raiva de vocês. A minha raiva está concentrada nos generais”, brincou, evidentemente rebatendo às severas críticas que recebeu após o primeiro clássico.

Segundo ele, foi por isso que ele refletiu e voltou atrás na decisão de realizar um treinamento secreto. “Um dia eu fui imprensa e eu sei bem qual é a posição de vocês. Vocês são muito mais vítimas do que meus algozes”, apontou.

Pelo sim, pelo não, o que deu para notar é que a programação parecia não estar muito bem feita. Apenas os 20 jogadores concentrados e o goleiro Tiago participaram do treinamento, à tarde. Os outros, que não estavam no hotel, trabalharam pela manhã e foram embora. A impressão que ficou é que não tinham 22 atletas para a realização de um coletivo.

De qualquer forma, o treinador garante não vai fazer mais nenhum treino secreto. “Amanhã (hoje), vocês podem entrar à vontade, não tem nada de especial, não tem treino secreto, mesmo porque eu não acredito nisso”, prometeu. Para ele, não há mais nada a se fazer de novo nas vésperas da final. “Acho que um time que vem, dentro de um campeonato inteiro, dentro de uma formulação tática, você mudar às vésperas de um jogo, importante e decisivo, não seria muito inteligente da minha parte”, explicou.

Apesar de não ter treino secreto, o mistério da escalação continua. A não ser o goleiro Diego, ninguém está confirmado e vive a expectativa. “Da outra vez a gente tentou adivinhar e não conseguiu. Vamos esperar até o Mário dizer para a gente, mas todo mundo está bem preparado e, quem ele colocar em campo, não vai ficar surpreso de jogar”, finalizou o atacante Ilan e presença quase certa na decisão. Outro que deve aparecer também é o zagueiro Rogério Correia. Ele já está treinando normalmente com o grupo e deve retomar seu lugar na zaga.

Um curinga na manga do treinador

O meia Fernandinho tem sido uma das peças-chaves do Atlético ao longo do campeonato paranaense e não é para menos. O jogador é o único rubro-negro que disputou todos os 15 jogos da competição até aqui, mudou o rumo do primeiro Atletiba da final e tem na polivalência uma arma sempre requisitada pelo técnico Mário Sérgio. Mesmo com tantos atributos, ele vive a expectativa permanente de não saber se vai jogar ou não, mas aposta na alegria para garantir o título no domingo.

“Acho que não é uma derrota que vai fazer a nossa equipe perder a alegria, que nós conquistamos durante todo o campeonato. Com certeza nós ficamos tristes com essa derrota, mas temos que esquecer isso e pensar na vitória de domingo”, analisa o meia. Para ele, o pensamento é … “Só uma coisa: vencer ou vencer”, sentencia.

PM define esquema de segurança

A Polícia Militar reuniu ontem Atlético, Coritiba, torcedores e órgãos estaduais e municipais para definir todo o esquema de segurança para o clássico de domingo. Desta vez, a PM terá o apoio da Diretran, da Guarda Municipal e da Urbs. A expectativa é de que o Atletiba, que define o campeonato paranaense deste ano, mantenha a mesma tranqüilidade da primeira partida.

Entre os principais pontos, ficou definido que a Polícia Militar fará toda a segurança dentro e fora do estádio. Para tanto, estarão trabalhando no domingo 550 policiais. Além desse policiamento ostensivo, alguns policiais à paisana, estarão em estações-tubo estratégicas para evitarem qualquer tipo de problema. Também trabalharão na segurança a Guarda Municipal, que ficará responsável pelos terminais e a Diretran, que dará todo o apoio às carreatas dos torcedores vencedores.

Outra medida tomada e já aplicada no primeiro clássico é o isolamento de duas quadras ao redor da Arena. A intenção da PM é só deixar passar quem estiver, efetivamente, com o ingresso na mão. “Os torcedores que quiserem ajudar na segurança que sigam para casa após a partida”, pede o coronel Nemécio Xavier, comandante de toda a operação.