Foto: Orlando Kissner/ O Estado
Cléber terá a primeira chance como goleiro titular desde a volta da vitoriosa temporada no Santa Cruz.

As mudanças no início da ?era Lothar Matthäus? no Atlético começam justamente pelo gol. No primeiro trabalho coletivo do novo treinador do Rubro-Negro, sai de cena Tiago Cardoso, em má fase neste início de temporada, e Cléber ganha a camisa 1 com a responsabilidade de repetir o excelente trabalho realizado no ano passado no Santa Cruz. Empolgado com a oportunidade, o simpático ?Mixirica?, como é chamado pelos companheiros, espera acabar com a temporada de testes no CT do Caju e se fixar na posição.

?Embora ninguém tenha me comunicado que eu vá entrar jogando, o que interessa é que é preciso fazer o seu trabalho correto, se empenhar ao máximo nos treinamentos para que a titularidade venha ao natural?, revela o novo goleiro titular do Furacão. Para ele, ser o escolhido para defender a meta atleticana vai ser um merecimento pelo trabalho desenvolvido. ?Eu venho dando o meu máximo, a equipe vem num trabalho preparatório e espero entrar num nível de competição muito grande e que o time possa crescer ainda mais nesses jogos?, destaca.

Amigo de Tiago Cardoso, Cléber reconhece que o companheiro não está vivendo um bom momento. ?Não adianta tapar o sol com a peneira. Isso pode acontecer com qualquer goleiro do Brasil, comigo pode acontecer, com o Vinícius, com o Guilherme e é preciso ter muita tranqüilidade e um trabalho mental muito grande?, analisa.

De qualquer forma, ele acredita que sua boa fase no time pernambucano e seu desempenho nos treinos garantiram a posição. ?Eu acho que sim porque, ano passado inteiro, provei que tenho condições de jogar aqui no Atlético e, agora, se me colocarem para jogar, tenho que permanecer tranquilo, vou ser muito exigido, a responsabilidade vai ser um pouco maior e espero dar conta do recado?, aponta.

Apesar disso, Cléber diz que precisa provar sempre que merece ser o titular. ?Se eu fizer o trabalho que eu fiz no Santa Cruz vou dar um grande passo para me manter na equipe. Todo dia, você precisa matar um leão nos treinamentos e nos jogos?, desabafa. Desde que voltou do Recife, onde esteve emprestado por um ano ao Cobra Coral, Cléber jogou apenas 45 minutos pelo Rubro-Negro. No restante das sete partidas, Tiago Cardoso foi o responsável pela camisa 1, mas andou se machucando e não esteve bem em alguns jogos.

Tradutor do idioma e da bola

Apesar de chegar meio ressabiado e não querendo gravar entrevistas, o alemão Jost Vieth se integrou ontem à comissão técnica do Atlético e já começa a trabalhar hoje com Lothar Matthäus. Cansado de 16 horas de viagem e reclamando do pouco espaço no avião para seus mais de 1,80m de altura, ele apenas conversou com os jornalistas e mostrou estar contente em trabalhar no maior clube do país em estrutura, segundo ele. Assim, Klaus Junginger, que estava como intérprete, se despediu ontem.

?O clube é o filé mignon do Brasil, tem uma excelente comissão técnica, por isso não queria falar antes de ver exatamente o que vou fazer?, disse o novo auxiliar técnico e intérprete do treinador rubro-negro. Os dois se conheceram em Hamburgo e Vieth acabou se oferecendo para trabalhar no Atlético. Formado em Educação Física, ele tem autorização da Uefa para trabalhar como treinador, já dirigiu as categorias de base do Internacional e em equipes da Alemanha.

?Ele não é apenas um tradutor. Ele será meu auxiliar técnico e tradutor ao mesmo tempo?, afirmou Matthäus ao sítio oficial do clube. Para o treinador, Vieth será importante no aperfeiçoamento da ?linguagem da bola?. ?Ele fala português perfeitamente, incluindo vocabulário futebolístico para poder me ajudar a me comunicar melhor com os jogadores?, justificou.

Mosaico pra homenagear Matthäus

A idéia, pioneira no Brasil, começou em agosto do ano passado e já mostrou as iniciais do clube, as estrelas das principais conquistas e uma bandeira do Estado do Paraná, mas com as cores vermelha e preta.

Na estréia de Lothar Matthäus como treinador do Atlético, uma homenagem especial ao alemão será encenada nas arquibancadas. Como já vem se tornando tradição na Kyocera Arena, mais um mosaico poderá ser visto na partida de amanhã contra o Galo Maringá. O quarto da série dará as boas-vindas ao comandante rubro-negro fazendo uma referência à Alemanha, país natal do profissional, para que ele se sinta em casa.

?Acreditamos que esta é uma maneira original de mostrarmos ao Matthäus o quanto estamos felizes com a sua contratação?, afirmou o presidente da Comissão de Mosaicos, Thiago Henk. Para que o mosaico fique ainda mais bonito e completo que os anteriores, a comissão pede que o torcedor atleticano compareça no setor Buenos Aires superior, local onde será realizada a coreografia.