Sakhir – Tivessem as torcidas da F-1 o hábito de fazer corinho para irritar os inimigos, e alguns estariam cantando, depois do GP do Bahrein, “ô-ô-ô, a McLaren acabou!”. E parece mesmo ter acabado, a julgar pelo que fez em três corridas até agora: meros quatro pontos, um oitavo lugar de Coulthard na Austrália e um sexto na Malásia.

No ano passado, em três corridas, o time tinha duas vitórias e 39 pontos. Usando o carro de 2002. Cheia de pompa, aguardando a estréia do “tamanduá”, o modelo MP4-18. Que acabou não estreando nunca, e deu origem ao MP4-19, essa coisa horrenda que, nas mãos de Raikkonen, quebrou três vezes neste ano.

Deve-se responsabilizar a Mercedes, também, afinal as três quebras do finlandês foram de motor. E ontem Coulthard também parou com problemas na unidade feita pela montadora alemã.

“Vamos melhorar”, prometeu o empinado Ron Dennis, que foi visto passeando pela última fila do grid, onde estava Raikkonen, por ter quebrado outro motor na sexta-feira, nos treinos livres. Sua corrida acabou na oitava volta, com labaredas lambendo o asfalto. “Eu não tenho muito a dizer, quero esquecer o fim de semana”, balbuciou o não muito falante Kimi.

Assim, eis que a McLaren se encontra em quinto lugar no Mundial, 15 pontos atrás de BAR e Williams, 18 atrás da Renault, a 47 da Ferrari. Um ano perdido. Perto dela, potências como Sauber e Jaguar.

A Williams também não tinha motivos para fazer festa. Montoya terminaria em terceiro, mas a dez voltas do final foi perdendo marchas, até ficar só com a sexta e ser ultrapassado por quase todo mundo. Acabou em 13.º. Ralf chegou em sétimo depois do “affair” com Sato e disse que, no fim, saiu no lucro. “Andamos no mesmo ritmo da Ferrari, nos tempos de volta, o que é uma boa notícia”, racionalizou.