Um dos maiores nomes do atletismo brasileiro, o medalhista olímpico Nelson Prudêncio morreu por volta da 0h30 de hoje em São Carlos (232 km de São Paulo). Ele tinha câncer de pulmão.

Aos 68 anos, Prudêncio, que era fumante, entrou em estado de coma irreversível na manhã da última terça-feira. Segundo a família, a doença foi descoberta há cerca de um mês.

O ex-atleta do salto triplo estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital Casa de Saúde da cidade desde o último dia 13 para a realização de uma biópsia (exame de diagnóstico e caraterização de tumores malignos).

Filha dele, Christiana Andréa Vianna Prudêncio, 38, conta que o pai sofreu complicações por conta do procedimento. Seu estado de saúde piorou e, na terça-feira, foi removido para a UTI.

“Ele teve um sangramento muito grave no cérebro e ficou impossível de fazer qualquer cirurgia”, disse a filha. “Foi tudo muito rápido”, comentou.

Ídolo do atletismo brasileiro, Prudêncio ganhou duas medalhas olímpicas no salto triplo. Foi prata na Olimpíada de 1968, na Cidade do México, e bronze em 1972, em Munique, na Alemanha.

Ele é considerado um dos grandes nomes do país na modalidade, ao lado de Adhemar Ferreira da Silva (bicampeão olímpico, em Helsinque, na Finlândia, em 1952, e em Melbourne, Austrália, em 1956) e João Carlos de Oliveira, o João do Pulo (dois bronzes, em Montreal, no Canadá, em 1976, e Moscou, na extinta União Soviética, em 1980).

Nascido em Lins (431 km de SP), Prudêncio foi para São Carlos estudar educação física. Lá se formou em 1971.

Ele também era professor-doutor em educação física na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e atuava como vice-presidente da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo).

Deixou dois filhos e a mulher, Maria Lúcia Saldanha Vianna Prudêncio.