Athletico e Coritiba tiveram médias de público bem parecidas em 2019, mas o Coxa levou a melhor no geral e devolveu a ‘derrota’ do ano passado para o rival. O Paraná Clube, novamente, ficou bem abaixo da dupla Atletiba.

Com 17.099 torcedores por jogo, envolvendo Estadual e Série B, o Alviverde teve a melhor média do futebol paranaense na temporada. O Couto Pereira teve 43% de ocupação do estádio em 27 jogos.

Foi no Campeonato Brasileiro que a torcida coxa-branca abraçou de vez o time. Com promoções, envolvendo preços de R$ 5 a R$ 20 por partida, a diretoria conseguiu atrair o torcedor. O clube teve nove dos dez melhores públicos da Segundona, com média de 22.419 pessoas em 19 confrontos. A maior presença foi de 37.220 pagantes, diante do Cuiabá.

O Coritiba foi vice-campeão das duas taças do Campeonato Paranaense, mas ficou fora da finalíssima do Estadual. O time foi eliminado na fase inicial da Copa do Brasil pela URT, mas subiu para a Série A, com a terceira colocação na Série B.

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Já o Furacão, mesmo no ano mais vitorioso da história, ficou atrás do rival, com média de 16.349 torcedores por jogo. A equipe atleticana disputou Estadual, Recopa, Libertadores, Copa do Brasil e Série A. A ocupação da Arena da Baixada foi de 38% em 37 jogos.

A Copa do Brasil, competição na qual o Rubro-Negro conquistou o título inédito, é que trouxe a melhor média: 25.409 pagantes por jogo. O primeiro jogo da final, diante do Internacional, também foi o maior público entre os três clubes na temporada: 38.490 torcedores.

O Athletico conquistou em 2019, além do torneio nacional, o Paranaense e a J.League/Conmebol. O time caiu nas oitavas de final da Libertadores para o Boca Juniors, da Argentina, foi vice-campeão da Recopa, diante do River Plate, também da Argentina, e quinto colocado no Brasileirão.

Melhor média de público do futebol paranaense em 2019 foi na final da Copa do Brasil, entre Athletico e Internacional, com 38.490 torcedores. Foto: Albari Rosa

Abaixo

Por fim, o Tricolor disputou o Campeonato Paranaense e Série B e teve média de apenas 4.263 torcedores por partida. A Vila Capanema teve uma ocupação de 28% em 25 confrontos disputados.

A melhor presença foi na segunda divisão, com 4.836 pagantes por jogo. O maior público paranista aconteceu no clássico contra o Coritiba, com 11.215 presentes. Mesmo com algumas promoções, o torcedor não se animou com a equipe, que teve o segundo pior ataque como mandante do torneio e dez empates, com nove jogos sem marcar gol.

O Tricolor não se classificou sequer para as semifinais das duas taças do Estadual e caiu na segunda fase da Copa do Brasil, nos pênaltis, para o Londrina. A equipe terminou a Série B na sexta posição.

Arrecadação

Atrás na média de público, o Athletico superou e muito o rival na bilheteria: 21 milhões, com média de renda bruta de R$ 568 mil, contra R$ 6,7 milhões do Coritiba, com média de R$ 246 mil por partida.

Com ingresso a partir de R$ 150, apesar de algumas promoções na reta final da Série A, com preço de R$ 50, o Furacão teve o ticket médio a R$ 34. Já o Coxa, que fez ingressos populares a Série B toda, viu o ingresso médio ficar em R$ 14.

Como comparação, o maior preço médio do Rubro-Negro foi na final da Copa do Brasil, a R$ 69. O maior bilhete médio do time do Alto da Glória foi de R$ 27, em uma partida do Estadual.

Vale lembrar também que o Athletico teve dez partidas a mais na temporada por ter um calendário cheio, com disputas nacionais e internacionais. O Coritiba disputou só duas competições em casa. A arrecadação do Paraná foi de R$ 2,2 milhões, com cada partida tendo uma renda bruta de R$ 87 mil em média.