Se um piloto da Fórmula Indy sofrer um acidente e precisar de atendimento médico durante a etapa de São Paulo da Fórmula Indy, ele será atendido pelos médicos norte-americanos da Indy Racing League (IRL), a organizadora da competição. A partir daí, uma equipe médica brasileira prestará todo o auxílio no tratamento.

A utilização de médicos norte-americanos no atendimento emergencial foi adotada para evitar que a falta de experiência dos profissionais brasileiros em competições como essa possa causar problemas. Além disso, foi impossível fazer simulações e treinos na pista, já que o circuito de rua do Anhembi só foi liberado neste sábado.

O serviço é dividido com os norte-americanos também porque a empresa responsável na Indy não é a mesma que faz os atendimentos no GP do Brasil de Fórmula 1. Na parte estrutural, porém, não falta tanta experiência à Amil, que já prestou serviços à categoria quando a prova ainda era disputada no Rio – década de 90.

“Nós montamos um centro médico e fornecemos os equipamentos em dobro ao que nos foi pedido”, explica Francisco de Andrade Souto, médico brasileiro que será o responsável durante a prova. Ao todo, serão 180 profissionais da saúde espalhados pelo circuito do Anhembi, inclusive com a utilização de UTIs móveis.

Em caso de um acidente mais grave, existirão dois helicópteros para transporte direto ao Hospital Paulistano, que fica próximo à avenida Paulista. As corridas de Fórmula Indy tem histórico de acidentes fortes, mas eles acontecem principalmente em circuitos ovais e, com o avanço tecnológico, foram bastante reduzidos nos últimos 20 anos.