Rio – Já classificada para a fase final do Grand Prix 2006, a seleção brasileira feminina de vôlei enfrenta amanhã um adversário que poderá ter pela frente em jogos decisivos da competição: a Itália. A equipe italiana tem vaga garantida por ser o país-sede das finais, de 6 a 10 de setembro, em Reggio Calabria. A partida será às 2h30min (de Brasília), na Okayama Momotaro Arena, em Okayama, no Japão.

A equipe de José Roberto Guimarães é a única invicta, com seis vitórias em seis jogos. Apesar da classificação antecipada, a equipe não diminuiu o ritmo dos treinos. ?Trabalhamos forte a parte física e aproveitamos o tempo que temos para treinar. O objetivo é manter o primeiro lugar na classificação geral. A Itália vem de derrota para Cuba, vai querer se recuperar. É um time experiente, sabemos que será jogo duro. As italianas são regulares, erram pouco?, analisa Zé Roberto.

Para as partidas da terceira semana, o Brasil terá uma novidade no grupo de 12 jogadoras inscritas: a líbero Arlene jogará no lugar de Fabi. ?A Itália vem com o time completo. As outras jogadoras estão me ajudando muito. Conversei com a Sheilla, que disputa o campeonato italiano e me passou informações importantes?, diz Arlene.

Brasileiras e italianas já se enfrentaram 35 vezes, com 30 triunfos do time verde-amarelo. Este ano, elas já estiveram frente a frente em duas ocasiões e em ambas o Brasil venceu por 3 sets a 0: na fase classificatória da Montreux Volley Masters (25/21, 25/16 e 25/10) e na final do Torneio de Courmayeur (25/16, 26/24 e 25/20).

Apesar do retrospecto, as brasileiras não acreditam que a partida será fácil. ?A equipe italiana está reforçada, bem melhor. Temos de ter atenção total, pois elas também querem terminar a fase classificatória em primeiro lugar. É um time que erra pouco. Elas são altas e jogam em velocidade, diferente do que estávamos acostumadas?, analisa a levantadora Fofão.

A ponteira Jaqueline alerta para o potencial de duas jogadoras italianas. ?A Togut apareceu muito bem nos Jogos Olímpicos. Com a Rinieri também temos de ter muito cuidado. Não podemos errar muito, pois é uma equipe que tem grandes atacantes. Acredito que seja um jogo mais complicado do que contra a China?, diz Jaqueline, lembrando da vitória do Brasil por 3 sets a 0 sobre as campeãs olímpicas, na segunda semana do Grand Prix.