O anticlímax no final do jogo atingiu também os jogadores do Palmeiras. O discurso foi unânime de que ninguém saiu de campo feliz com o empate sem gols com o São Caetano. O time conquistou o objetivo, que era subir, mas não como todo mundo esperava. Por isso, os atletas deixaram o gramado do Pacaembu mais lamentando do que comemorando o resultado.

Para piorar o clima, a torcida organizada Mancha Alviverde vaiou e chamou a equipe de “time sem vergonha” e xingou alguns jogadores. Imediatamente, os torcedores “comuns” passaram a vaiar a organizada e aplaudir os jogadores. “Eu não posso concordar com isso. O trabalho desenvolvido foi sério. Sei que era obrigação subir, mas tem muita coisa nesse País que é obrigatório e não anda. Somos o primeiro time a comemorar o objetivo nesta temporada”, contestou o técnico Gilson Kleina, em resposta aos torcedores.

O meia Valdivia, alvo preferido da Mancha, deu de ombros para o protesto. “O empate não apaga a nossa campanha e não jogamos para calar a boca de ninguém. A torcida do Palmeiras é de 17, 18 milhões. Se uma parte acha que ficamos devendo e a outra não, não vou me envolver”, disse o chileno.

O presidente Paulo Nobre disse respeitar a postura dos lados da torcida. “A esmagadora torcida do Palmeiras está satisfeita, mas eu respeito quem está criticando. O que eles não podem fazer é praticar ameaças e violência”.

Wesley foi outro que também deixou o gramado admitindo um gosto amargo após o jogo. “Não foi do jeito que a gente queria. Infelizmente não conseguimos a vitória como forma de agradecer todo o apoio da torcida”.

Ao apito final do árbitro, os jogadores comemoram de forma muito tímida. Nas arquibancadas, a reação foi a mesma. “Claro que todo mundo que veio ao Pacaembu queria uma vitória, placar elástico e festa, mas o jogo não foi tão fácil como muita gente imaginou. A gente sabia que seria difícil”, disse o goleiro Fernando Prass.