Com R$ 30,8 milhões tomados de empréstimo na Agência de Fomento, o Atlético espera finalmente conseguir dar ritmo às obras de adequação da Arena da Baixada para a Copa do Mundo de 2014. Sem recursos, e com o clube já tendo investido o que tinha em caixa, a reforma no estádio seguia a passos lentos, estacionado na faixa de pouco mais de 10% de conclusão do setor que está em construção. Hoje, a margem é de 13,27%, numa lentidão admitida pelo próprio presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia.

Segundo ele, a lentidão se deu por problemas de revisão de leis e de ter sido necessário redigir o contrato de parceria entre Atlético, Prefeitura de Curitiba e governo do Estado. “Não tivemos nos últimos três meses o ritmo que gostaríamos, por causa de todo o processo para a liberação dos títulos de potencial construtivo da prefeitura e das demais atividades e ações em relação aos fundos”, admitiu Petraglia. Com a documentação resolvida, e o financiamento conseguido há poucos dias na Agência de Fomento, o clube agora se esforça para levantar o empréstimo no Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para conseguir o financiamento de R$ 138,4 milhões junto ao BNDES, o Atlético precisa viabilizar com recursos próprios 25% do total da obra. “O empréstimo só chega ao Atlético após termos gastado a nossa contrapartida. Temos que comprovar o investimento de R$ 45 milhões. Daí eles liberam as parcelas. Depende da velocidade das obras, mas estimamos que a primeira liberação deva ocorrer em agosto”, acredita Petraglia. Além dos R$ 30 milhões que foram financiados, o clube já investiu outros R$ 15 milhões em projetos e na fase inicial da readequação da Arena.

No total, o clube vai ter R$ 168 milhões em empréstimos para pagar futuramente. No de maior valor, e que virá através do BNDES, além dos títulos de potencial construtivo, a CAP S/A utilizará o CT do Caju como garantia. Com o patrimônio rubro-negro envolvido na negociação, Petraglia rechaça qualquer possibilidade de descumprimento no pagamento das parcelas. O clube terá 15 anos para saldar a dívida, com 3 anos de carência.

Para o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, mesmo tendo um dos menores percentuais de obra já concluídos, a Arena da Baixada é um dos estádios que mais otimismo traz ao governo. Aldo aposta em uma conclusão muito antes da maioria das demais sedes da Copa do Mundo. “A estrutura fundamental já está construída. Tirando os estádios para a Copa das Confederações, o estádio do CAP tem condições de ser o primeiro a ser entrega”, afirmou.