Morreu na manhã desta quinta-feira (10) o ex-presidente do Grêmio Fábio Koff. Ele tinha 86 anos e estava internado desde a semana passada no hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, com um quadro de infecção generalizada. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do clube gaúcho.

Koff é um dos maiores dirigentes da história do futebol brasileiro – e certamente é o maior nome do Grêmio. “O Clube expressa toda consternação pela perda de um símbolo de sua história, responsável pela maior glória já alcançada dentro de campo, e solidariza-se com sua família, amigos e com a torcida tricolor”, diz a nota oficial divulgada pelo tricolor gaúcho.

Fábio Koff foi presidente do Grêmio em três oportunidades. Na primeira, entre 1982 e 1983, montou o time que, liderado pelo técnico Valdir Espinosa e por Renato Gaúcho em campo, conquistou a Libertadores e o Mundial de Clubes de 83. Na segunda passagem, entre 1993 e 1996, o tricolor foi campeão gaúcho, brasileiro, da Copa do Brasil e novamente da Copa Libertadores – no Mundial de 95, perdeu nos pênaltis para o Ajax. A terceira passagem de Koff foi entre 2013 e 2014, quando ele já estava deblitado, mas foi chamado como um “salvador” pelos torcedores e conselheiros.

Como líder nacional de clubes, Koff foi escolhido para ser o presidente do Clube dos 13, que até 2011 era o grupo que unia os principais times do País e que tinha como principal tarefa discutir os valores dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Por conta de seu perfil, o dirigente chegou a ter seu nome cogitado para ser candidato à presidência da CBF, mas as articulações não andaram.