O Atlético foi acionado na Justiça pelo Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) por conta do desrespeito com os direitos dos jogadores das categorias de base do clube.

A informação foi confirmada pelo MPT-PR na tarde desta sexta-feira (21). Segundo nota, as condições de higiene nos alojamentos dos atletas são precárias, com sujeira, fungos, umidade e falta de papel higiênico e sabonete.

O Ministério também ressalta que o Furacão não fornecia nenhum tipo de assistência médica e educacional aos jovens, que possuem entre 14 e 16 anos de idade.

O caso ocorre no clube Andraus, que acertou parceria com o Rubro-Negro, em abril do ano passado, para a realização de testes. Os jogadores que se destacavam eram encaminhados ao CT do Caju.

Por outro lado, o proprietário do clube parceiro, o empresário Nadim Andraus, classifica as declarações do MPT-PR como mentirosas. “Aquilo não existe. É uma mentira o que eles falaram. Já entrei em contato com nosso departamento jurídico e vamos tomar as medidas cabíveis quanto a esse caso”, disse o empresário, em entrevista ao Paraná Online.

Entretanto, já havia um acordo entre Atlético e MPT-PR, no qual o clube garantia alojamentos adequados aos jovens, o que acabou não sendo cumprido. O Ministério ainda descobriu que eram cobrados cerca de R$ 1.500 aos adolescentes que não passavam nos testes. A ‘segunda chance’ recebia o nome de ‘clínica’. Neste procedimento, o atleta ficava mais 30 dias no Andraus, com a promessa de que poderia entrar no Atlético.

Andraus ressaltou que não ‘vende sonhos’ aos garotos. “Nós cobramos uma taxa para os atletas mais velhos que queiram manter a forma no clube. Eles assinam um contrato estando de acordo com o que é proposto. Nós damos ainda quatro alimentações diárias e estadia a estes jogadores”, reforçou o empresário.

A reportagem entrou em contato com o Furacão e o clube não se manifestará sobre o caso.