Florianópolis – As cabeças começaram a rolar naquele que se transformou, em cinco partidas, no pior time da Série A do Campeonato Brasileiro. Ontem à tarde, a diretoria do Figueirense anunciou a demissão do técnico Roberval Davino e a contratação de Murici Ramalho.

O coordenador técnico Abel Ribeiro também foi dispensado e o diretor de futebol Osvaldo Pascoal colocou o cargo à disposição, mas foi mantido no clube.

A contratação de um novo técnico era urgente, já que o time de Florianópolis joga amanhã, em Salvador, contra o Bahia.

O primeiro encontro de Ramalho com os jogadores alvinegros será na capital baiana. O homem que tem a missão de reabilitar a única equipe catarinense na elite do futebol brasileiro comandava o Náutico (PE) e também passou pela Ponte Preta, Guarani, Mogi-Mirim e São Paulo.

Davino deixa o cargo depois de ter ajudado a elevar o Figueirense à Série A, posição que o time não alcançava há 23 anos e que lutou por meses na Justiça contra o Caxias (RS) para manter. Por ironia, o técnico vinha sendo apontado como um dos responsáveis pela crise que assola o alvinegro, que tomou corpo com a derrota de sábado para o Botafogo por três a zero.

Até agora o Figueirense é o único time a não marcar um gol sequer na competição. Davino queria contratar jogadores mais qualificados, só que a diretoria alegava falta de verbas. O técnico apostou no meio-campo para armar e finalizar as jogadas, dispensando os atacantes. Nem os torcedores e tão pouco a diretoria aprovaram a decisão.