Depois de ver o Santos empatar por 1 a 1 com o Oeste, na noite da última quinta-feira, em Barueri, pela quarta rodada do Campeonato Paulista, técnico Muricy Ramalho lamentou a falta de ritmo dos jogadores considerados titulares, que atuaram pela primeira vez no ano neste confronto, após os reservas representarem o clube nos três jogos iniciais do torneio estadual. Para completar, o treinador ainda admitiu que seus comandados não chegarão em boas condições físicas ao clássico deste domingo, contra o Palmeiras, às 17 horas, em Presidente Prudente.

“Chegamos depois, em função do calendário e dos jogos no Japão. É claro que a parte física não é a ideal para estas partidas, mas temos que treinar e jogar. É o preço que estamos pagando pelo que fizemos no ano passado. Não estamos preparados para jogar um clássico, a parte física nossa não está ideal. Temos que alongar um pouco mais (a preparação), pelo problema do Japão. Vamos sofrer um pouco no começo, mas temos que jogar”, afirmou o comandante, se referindo ao fato de que o Santos saiu de férias mais tarde por ter disputado o Mundial de Clubes da Fifa e, com isso, os titulares retornaram aos treinos apenas no último dia 20.

Muricy, porém, minimizou a importância do empate contra o Oeste e lembrou que o planejamento atual visa principalmente o jogo do próximo dia 15, contra o The Strongest, na Bolívia, que marcará a estreia da equipe nesta Copa Libertadores. “Temos que jogar e entrar no ritmo de novo. Isso você adquire nos jogos e treinamentos. Mas o mais importante para nossa equipe, no momento, é estarmos bem para o jogo de La Paz. Por isso, se algum jogador sentir, como foi o caso do Edu (Dracena), teremos que afastar (dos próximos jogos)”, completou.

Depois de encarar o Palmeiras neste domingo, o Santos disputará mais dois jogos pelo Paulistão antes de enfrentar o The Strongest. O time terá pela frente o Botafogo, na próxima quinta-feira, em Ribeirão Preto, e depois pegará o Linense, no dia 12, na Vila Belmiro. Nestes confrontos, o treinador espera ver o time evoluindo fisicamente, assim como mostrou estar esperançoso em relação ao retorno do bom futebol de Paulo Henrique Ganso, elogiado pelo técnico nesta quinta-feira.

“Nunca vi o Ganso com tanta vontade em treinamentos como vi agora. Hoje (quinta) ele até roubou bola e, para isso, é preciso ter força. Isso nos anima. Hoje ele jogou bem e acho que foi o melhor do nosso time”, ressaltou.