Mesmo na reserva e provavelmente insatisfeito, Borges não sai do Santos. Quem garante é Muricy Ramalho. Ao desabafar contra os dirigentes do Palmeiras por não estar sendo atendido nos pedidos de contratações, o técnico Luís Felipe Scolari fez uma revelação até surpreendente: Borges é um dos jogadores que fazem parte da sua lista de reforços pretendidos entregue à direção do clube alviverde.

Mas, se depender de Muricy, Felipão pode ir atrás de outro camisa 9. “Infelizmente Borges não é possível (ir para o Palmeiras). Sei do interesse e Felipão é parceiro, mas não deu para ajudar ele”, disse o treinador santista.

Após a goleada por 8 a 0 contra o Bolivar, quinta-feira à noite, na Vila Belmiro, que colocou o Santos nas quartas de final da Libertadores, Muricy repetiu uma de suas frases preferidas, dizendo que não desiste de bom jogador, ao comentar a recuperação de Elano, que jogou bem e fez dois, e aproveitou para também falar de Borges. “Ele fez gol e está voltando ao normal”.

O treinador sabe que o Campeonato Brasileiro é longo e que vai precisar do artilheiro, principalmente se Alan Kardec tiver que se reapresentar ao Benfica no encerramento do empréstimo ao Santos, no dia 30 de junho.

Se depender do comandante o Santos não vende e nem empresta mais nenhum jogador. Até com relação a Ibson, trocado pelo zagueiro David Braz e o lateral-direito Galhardo, Muricy deixa claro que aceitou a contragosto. “Não concordei, mas no futebol existem outras coisas e se leva muito na ponta da caneta”.

O técnico refere-se aos interesses financeiros do clube, que deixará de pagar ao Spartak Moscou a última parcela da compra de Ibson, no valor de um milhão de euros (mais R$ 2,5 milhões), dívida que foi repassada ao Flamengo, além de se livrar de um salário mensal de R$ 300 mil, alto demais para um reserva.