A cada novo campeonato a competência de Muricy é menos contestada. Mas é inegável que o trabalho do treinador é facilitado pelo fato de ele contar com dois dos melhores jogadores da atualidade. Neymar e Ganso mais uma vez desequilibraram na vitória sobre o Guarani, por 3 a 0, neste domingo, e deixaram o Santos perto do tricampeonato estadual.

Muricy sabe que, com os dois sob seu comando, tem enormes chances de fazer história, não apenas como protagonista, mas também como coadjuvante. Neste domingo, ele estava no banco de reservas quando viu Neymar fazer seu 104.º gol com a camisa do Santos, igualando Serginho Chulapa e João Paulo como maior artilheiro da era pós-Pelé.

“Eu dirigi o Neymar. Quando me aposentar vou contar essa história para os meus amigos”, comemorou o privilegiado Muricy. O treinador, porém, tem papel fundamental no desenvolvimento da dupla. Neste domingo, viu Paulo Henrique Ganso cumprir velha determinação: chutar mais. E ser recompensado com o gol que abriu o placar.

“Número 10 não pode deixar de fazer gol e entrar na área. Ele (Ganso) gosta mais de passar a bola para o companheiro fazer o gol do que ele fazer o gol, é algo impressionante”, lembrou Muricy.

Para o treinador, o Santos cresceu na segunda etapa para encaminhar a vitória. “O primeiro tempo não foi interessante de se ver, o jogo foi muito truncado. A gente jogou mais no segundo tempo”, avaliou.

A vitória por 3 a 0 permite que o Santos perca por até dois gols de diferença na partida de volta, domingo que vem, novamente no Morumbi. Mesmo assim Muricy pede cautela. “Temos que continuar trabalhando duro e respeitar o Guarani.”