“Nada”. Foi dessa forma que Muricy Ramalho respondeu ao ser questionado, após o treino desta sexta à tarde, no CT Rei Pelé, sobre a escalação do Santos para enfrentar o Ceará, domingo às 16h, no Pacaembu. Durante 10 minutos, o treinador respondeu laconicamente as perguntas dos jornalistas, sem dar indício de como pretende montar o time para tentar voltar a vencer, depois de três derrotas seguidas, e quem vai substituir Neymar e Léo, suspensos pelo terceiro cartão amarelo.

Sem disfarçar a irritação, Muricy procurou demonstrar que não está preocupado com o baixo aproveitamento do time no Campeonato Brasileiro, com apenas 11 pontos ganhos em 33 disputados. “Vou estar preocupado se a situação continuar assim quando a gente igualar o número de jogos”, afirmou.

Os titulares (inclusive Neymar e Léo) apenas correram em volta dos campos do CT Rei Pelé, nesta tarde, e depois assistiram ao coletivo entre reservas e juniores. O treino serviu para que Muricy avaliasse as condições de Adriano, Henrique e das outras opções que tem para armar o time para a partida de sábado. “Eles treinaram, mas deu para se perceber que estão um pouco sem ritmo, o que é normal. Vou deixá-los treinar um pouco mais”, justificou o treinador.

Apesar de considerar que o time campeão continental não deve escalar jogador fora de sua posição, Muricy disse que no jogo contra o Ceará será obrigado a improvisar em razão de ter ficado sem um reserva para Léo depois da venda de Alex Sandro para o Porto, de Portugal. “Tentamos manter o jogador até o fim do ano, mas, infelizmente, não foi possível”.

É provável que ele escale Pará na esquerda e Elano na direita, formando o meio-de-campo com Adriano, Arouca, Henrique e PH Ganso. A sua maior dúvida está no ataque. “Não tenho um jogador de lado para substituir Neymar. São todos de centro, como Borges”. Como Alan Kardec ainda precisa de tempo para conhecer melhor os companheiros, Muricy poderá optar por Ibson ou Diogo ao lado de Borges.

O técnico santista demonstrou estar em dúvida se o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro falava sério ao anunciar que Pelé vai defender o Santos no Mundial de Clubes, em dezembro, no Japão. “É preciso ver qual foi o tom de voz dele, se falou sério ou não. O Pelé é o melhor do mundo. É só isso que eu posso falar”, concluiu o treinador.