Nova York (AE) – Além do talento natural de beldades como a russa Maria Sharapova ou a checa Daniela Hantuchova, revelou-se um segredo da exuberância das tenistas no US Open de 2005.

Numa idéia nascida em Roland Garros e abertamente copiada pelos organizadores americanos, Flushing Meadows também tem o seu salão de beleza. Duas verdadeiras celebridades de Nova York, Edward Tricomi e Joel Warren, do badalado salão Tricomi&Warren, de Greenwich Village, em Manhattan, estão cuidando do visual das tenistas antes delas entrarem em ação.

O salão está no andar de baixo do players’ lounge no Estádio Arthur Ashe, logo ao lado de um departamento imprescindível aos torneios de tênis, a sala do encordoador. Decorado em cores azul e branco, o lugar não é muito grande e vive lotado. São três cadeiras para corte de cabelo, duas de manicure e pedicure e outras três poltronas muito bem equipadas para maquilagem.

Com jeito de modelo e uma beleza angelical, Daniela Hantuchova é uma das mais assíduas freqüentadoras. A tenista chegou inclusive a tentar a carreira nas passarelas. Sua experiência foi dramática. Sofreu com anorexia e, hoje, curada, sabe dosar a vaidade com a atenção nas quadras. Experiente no assunto, Tricomi deu maior volume aos cabelos da beldade checa e usou de artifícios. "Ele (Edward Tricomi) conseguiu fazer um corte com uma onda bem sexy", entusiasmou-se Hantuchova.

Várias jogadoras reservam hora no salão, justamente para entrar em quadra com visual atraente. Como diz Tricomi, as tenistas aprenderam a lição com Anna Kournikova. "Hoje, as meninas sabem que uma boa aparência pode significar bons contratos, faz parte de um novo marketing no tênis".

Cliente especial, Maria Sharapova tem prioridade no atendimento. Não que precise tanto, mas é que, ao contrário de outras tenistas, vai ao salão logo depois de jogar. Seu objetivo é estar bem cuidada, penteada e maquiada para a entrevista coletiva, sempre requisitada após suas partidas.

Outras tenistas não tão famosas ou lindas, também não dispensam uma passagem pelo salão. Com tantas viagens em torneios, elas nunca têm tempo para buscar um cabeleireiro e, por isso, existem tenistas que dizem cortar o cabelo quatro vezes por ano, justamente no Aberto da Austrália, em Roland Garros, Wimbledon e agora no US Open, pois em todos já existem um bom salão.

Em Nova York, Joel Warren é conhecido por "dar cores". É um especialista em fazer highlights em cabelos escuros e criou até um rosa intenso para as unhas das tenistas, que ficou batizado de ‘vermouth’. Esta foi a opção usada pela russa Anastasia Myskina, que com exótica beleza, meio oriental, foi aconselhada ainda a dar traços de maquiagem que valorizem seus olhos marcantes.

Pelas vítimas

Nem só em aparência pensam as jogadoras de tênis. Maria Sharapova disse estar estudando com seus patrocinadores uma doação para as vítimas do furacão Katrina. Não sabia dizer ainda quanto seria e estava buscando uma participação de todos os produtos que participa dentro de sua numerosa lista. Ano passado, Sharapova destinou uma boa verba para as vítimas do atentado em uma escola em Moscou.