“Lewis Hamilton é ótimo. Mas com todo o respeito, não o troco por Felipe Massa”, disse nesta quarta-feira (17) o presidente da Ferrari, Luca Cordero di Montezemolo, durante uma reunião de Natal com a imprensa, na qual falou também da atual crise das montadoras e das mudanças para a próxima temporada da Fórmula 1. Montezemolo afirmou aos jornalistas presentes que a Ferrari irá continuar com a dupla Massa e Kimi Raikkonen e que, ao menos a curto prazo, não há espaço para o anúncio de novos pilotos na equipe, nem mesmo do espanhol Fernando Alonso, como vinha sendo cogitado.

Respondendo depois à afirmação recente do piloto inglês Lewis Hamilton, que disse que jamais pretende trocar a McLaren pela Ferrari, Montezemolo afirmou que “freqüentemente é a Ferrari quem escolhe. E estou convencido de que é a Ferrari que torna um piloto popular”.  “Raikkonen veio para a Ferrari e venceu um mundial. Massa só não venceu este ano por nossa culpa. Um certo (Michael) Schumacher ficou anos conosco e quando disse adeus tinha o país nas mãos. Felipe é popularíssimo, pelo homem que é, pelo grande piloto que demonstrou ser, pelo modo estupendo com que soube perder este Mundial”, continuou o presidente da Ferrari.

O ano de 2009 será cheio de novidades para a categoria, como a utilização do mesmo motor por três corridas, a retomada do uso dos pneus slick, entre outras surpresas. “A FIA fez bem e Max Mosley também fez bem em introduzir a questão do problema de corte de custos. Mas eles apontavam para 2010”.

No entanto, é em 2009 que a crise terá seus efeitos. Aqui em Maranello, em julho houve a primeira reunião de todos as escuderias que deram vida à Fota (Associação das Equipes de Fórmula 1). Há um clima bom, de unidade. Obtivemos esta economia nos motores, cerca de 50%, já para o próximo ano. E a partir de 2012, com nosso plano, 50% de economia dirá respeito a todo o orçamento”, disse Montezemolo.

Com relação à proposta da FIA de introduzir um motor único na categoria, o presidente da Ferrari é pragmático: “seria a ocasião para abandonar a Fórmula 1. Se fosse aprovado o motor único, pelo menos quatro, talvez cinco construtoras teriam dito adeus. E digo quatro ou cinco além da Ferrari. Ou seja, todas”. Ao comentar a atual crise que envolve as grandes montadoras do mundo, Montezemolo se mostra otimista e afirma que a Ferrari, que teve um faturamento recorde neste ano, não será afetada nem mesmo em 2009. “Enzo Ferrari me dizia nos anos 1970 que 1.500 ‘loucos’ que compram uma Ferrari, com crise ou sem crise, encontraríamos. Acredito que, adequando os números, 6 mil ‘loucos’ continuaremos encontrando”, disse.