O Napoli publicou um comunicado em seu site oficial, nesta quinta-feira, para rebater declarações do presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, que provocou uma polêmica ao comentar o suposto interesse do clube italiano na contratação de Paulo Henrique Ganso. Ao ser questionado sobre o assunto, o dirigente afirmou que o meio-campista não seria vendido de forma alguma e que nem com o investimento da Camorra, máfia famosa da cidade de Nápoles, os italianos seriam capazes de tirar o atleta do Morumbi.

Ao comentar o fato de que Aidar associou o nome do clube à Camorra, o Napoli pediu respeito e garantiu que nunca houve qualquer negociação com o jogador. Para completar, a diretoria do clube afirmou que as declarações do dirigente foram “ofensivas e fanáticas” e que, por isso, estão sob estudo do departamento jurídico do clube, que agora ameaça processar o presidente tricolor.

O Napoli enfatizou nesta quinta-feira, por meio do seu comunicado oficial, que “vai tentar proteger a imagem do clube, em qualquer tribunal, seriamente difamada pelas palavras ditas pelo presidente do São Paulo”.

Nesta quinta-feira, em evento no estádio do Morumbi, Aidar afirmou que Ganso só sairia do clube caso houvesse uma proposta de cerca de R$ 75 milhões. “Existe uma cláusula unilateral no contrato que obriga o clube a liberar o jogador pelo valor de 25 milhões de euros. Caso isso aconteça e o jogador queira ir, não poderei fazer nada. Terei de honrar o que alguém assinou no contrato”, explicou.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, Aidar disse duvidar que o clube italiano teria condições de contratar Ganso. “Não acredito que o Napoli tenha essa bala toda. Sem menosprezar o Napoli. A Camorra já não tem mais esse poder todo”, afirmou o dirigente, em clara associação do clube com a máfia de Nápoles.