O ex-piloto austríaco Niki Lauda afirmou que é “um enorme dano” para a Fórmula 1 a criação de um campeonato automobilístico paralelo, anunciado ontem pela Fota, associação de equipes da categoria, após as escuderias não aceitarem as mudanças nas regras para a próxima temporada.

Segundo o tricampeão mundial, tanto a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que propôs as mudanças, quanto as escuderias desejam as mesmas coisas.

No entanto, “tropeçaram em detalhes e agora não alcançam uma linha comum”. “É claro que o presidente da FIA (Max Mosley, ndr) e as equipes dificilmente podem se reunir. Mas agora cabe a Mosley escolher”, comentou o ex-piloto.

O presidente da FIA, por sua vez, afirmou estar “confiante”, enquanto o organismo anunciou que publicará amanhã a lista das escuderias que competirão em 2010 na F1.

Das 13 equipes relacionadas para o Mundial do ano que vem, oito apoiaram a decisão da nova categoria: Ferrari, McLaren, BMW, Brawm GP, Renault, Red Bull, Toro Rosso e Toyota.

O principal motivo da discordância entre a Fota e a Fia é a criação de um teto orçamentário de US$ 60 milhões, sendo que as equipes que aderissem ao teto teriam benefícios durante o campeonato.

Ontem a FIA propôs um acordo final para as equipes, que repudiam a nova regra. A proposta era dobrar o valor máximo apresentado anteriormente, mas a Fota recusou.