Num jogo fraco, marcado por erros de passe, Vasco e Fluminense empataram por 1 a 1, na noite deste domingo, e frustraram os 12 mil torcedores que pagaram ingresso para assistir ao clássico no Maracanã. O resultado foi melhor para o Fluminense, que atuou com equipe reserva, poupando os titulares para a decisão da Copa do Brasil, quarta-feira, contra o Figueirense, em Florianópolis.

O destaque da partida ficou para a comemoração inusitada de Abedi, depois de abrir o placar para o Vasco. Ele se agachou, deu um tapa na bola e se atirou ao gramado. O árbitro Alício Pena Filho considerou seus gestos excessivos e lhe aplicou cartão amarelo.

Abedi explicou em seguida que estava fazendo uma homenagem ao filho, de 7 anos. ?É assim que eu jogo bola com ele, de joelhos. Mas não podia dizer isso ao árbitro antes, eu não sabia se ia marcar?, revelou o jogador do Vasco.

Romário esteve em campo, mas teve atuação apagada. Deu apenas dois chutes a gol. Um com perigo, em que a bola tocou a rede pelo lado de fora. No outro, o atacante dos mil gols se desequilibrou no momento da conclusão, o que facilitou a defesa do goleiro Fernando Henrique.

Diante dessa performance, Romário saiu de campo na metade do segundo tempo. O veterano atacante, de 41 anos, jogou com camisa e chuteiras em que se podia ler uma referência aos mil gols de sua carreira.

O Fluminense empatou com um gol de cabeça do lateral Rafael, após cobrança de falta de Thiago Neves. E isso foi ainda no primeiro tempo. Depois, com o frio no Maracanã e o fraco futebol das duas equipes, parte do público começou a ir embora antes mesmo do término do clássico.

Homenagem

Pouco antes do início da partida, o presidente do Fluminense, Roberto Horcades, entregou a Romário duas camisas do clube, já no gramado do Maracanã. Uma delas, a oficial, atendia a um pedido da mãe do jogador, Dona Lita.

A outra, em comemoração aos mil gols de Romário, fazia uma referência à passagem do atleta pelo Fluminense, entre 2002 e 2004: ?Dos mil gols, 48 foram com esta camisa.