Com o orçamento final das obras de remodelação e ampliação da Arena cravado em R$ 330 milhões, o Atlético vai tentar que o custo total da reforma seja dividido igualmente com os poderes estadual e municipal. Porém, o acordo tripartite é válido para o orçamento apresentado em julho de 2011 no valor de R$ 184,6 milhões e, assim, o clube terá que arcar com o valor adicional das obras do Joaquim Américo. Mesmo com a responsabilidade de pagar aproximadamente 62% do custo final da reforma do estádio, o Atlético terá, a partir do momento que o estádio for reaberto, condições e até certa facilidade de arcar com o custo adicional e ainda contar com os lucros que o novo caldeirão atleticano trará para o clube.

A Tribuna teve acesso a informações de juros e prazos dos contratos de financiamento firmados entre a CAP S/A sociedade de propósito específico criada para gerir as obras da Arena e a Agência de Fomento do Paraná. O primeiro contrato no valor de R$ 30 milhões, firmado em 2012, teria que ser quitado em dezembro do ano passado, mas teve o prazo prorrogado, e terá que ser pago em uma única parcela, em dezembro de 2015. No mesmo ano, o Atlético terá também que iniciar o pagamento do terceiro contrato de empréstimo, tomado no ano passado, no valor de R$ 65 milhões.

Antes, porém, em dezembro deste ano, o segundo contrato de empréstimo firmado junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 131,1 milhões começará a ser pago com a amortização da venda do potencial construtivo, que será colocado à venda no mercado imobiliário pela Prefeitura. A lei aprovada pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC) no final de 2012 disponibilizou R$ 123 milhões em títulos de potencial construtivo para a reforma do estádio. Entretanto, a parte que cabia ao Governo do Estado, no valor de R$ 61,5 milhões, foi passada para a Prefeitura de Curitiba, que utilizou os recursos para realizar obras de melhoria no entorno da Baixada.

Os juros de 1,9% ao ano mais a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e o prazo de dois anos de carência mais 13 anos, que constam no contrato firmado com o BNDES, foi usado pela Fomento Paraná para os moldes do terceiro contrato de R$ 65 milhões, e para o último financiamento também de R$ 65 milhões para finalizar a obra do estádio, que deverá ser firmado nos próximos dias.

Porém, a medida que terá que honrar seus compromissos junto a Fomento Paraná, a Arena já deverá dar boas condições para o Atlético quitar a dívida e se manter entre os principais clubes com potencial de caixa do futebol brasileiro, segundo estudo da Pluri Consultoria. Podendo contar novamente com o Joaquim Américo, o clube poderá explorar todo o local, que também deverá entrar na rota de grandes shows e eventos.

Por isso, o Atlético contará com os lucros de receitas de sócios, de bilheterias e de camarotes, com a venda do naming rights do estádio, com merchandising, receita com bares e restaurantes e ações de marketing em dias de jogos para conseguir honrar seus compromissos nos contratos firmados e ainda alavancar a receita geral do clube.

Os números da Arena