Um novo Flamengo inicia a temporada de 2013 neste sábado com tantas interrogações quanto expectativa. Ao estrear no Campeonato Carioca contra o Quissamã, às 17 horas, no Engenhão, uma nova filosofia começa a ser testada. A gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello, empossado no início do ano, dá prioridade absoluta à reestruturação financeira do clube, mesmo que com sacrifício dos objetivos esportivos.

Tal proposta pode ser vista durante as negociações da pré-temporada, quando a diretoria abandonou a disputa por grandes nomes devido a custos elevados e cortou salários altos do atual elenco. Nem mesmo o ídolo Vágner Love sobreviveu e, com ganhos de R$ 7,8 milhões anuais, foi despachado de volta para a Rússia.

No entanto, em um clube da dimensão do Flamengo, o mau desempenho em campo certamente resultará em enorme pressão por contratações e pelo abandono da responsabilidade fiscal e financeira. Diante do enfraquecimento do time, é fácil prever tal cenário. A ver se os novos dirigentes – de sucesso em suas áreas profissionais, mas novatos no futebol – estão dispostos a suportar as críticas e manter a austeridade.

“Posições estão sendo tomadas e é natural que num primeiro momento tenhamos algum prejuízo. É uma preparação para um futuro bem próximo de grandes conquistas”, comentou o técnico Dorival Júnior.

Chegaram o volante Elias, maior aquisição da nova gestão, a promessa Gabriel, o lateral-esquerdo João Paulo e o zagueiro Wallace. Mas nenhum deles estará em campo neste sábado para enfrentar o time do Norte Fluminense. Sem opções, Dorival Júnior vai lançar mão de veteranos do ano passado e de garotos da base para suprir as carências.

Felipe, Leonardo Moura, Ramon e Ibson tentarão dar sustentação para os meninos Frauches (zagueiro), Rodolfo (meia), Rafinha e Nixon (atacantes). Todos serão titulares na abertura do Estadual, competição que o clube rubro-negro trata como preparação para as competições nacionais que virão. Ainda que a pressão por títulos esteja sempre presente.