A qualidade do futebol apresentado na Copa do Mundo não vai ser afetada por uma eventual ampliação do número de participantes dos atuais 32 times para 36. A avaliação é do secretário-geral da Fifa, Urs Linsi, que em entrevista à Agência Estado defende que o Mundial de 2006 passe a ter quatro novas equipes, como querem os sul-americanos. “A qualidade do evento é nossa prioridade e não tomaríamos nenhuma decisão que colocasse em risco nosso torneio mais prestigiado. Não acredito que ampliar a Copa do Mundo afetará o torneio nesse aspecto”, afirma o número 2 da Fifa e que está liderando a equipe da entidade que tenta encontrar uma fórmula para incorporar os novos times no Mundial.

Há cerca de duas semanas, o Comitê Executivo da Fifa decidiu que, se fosse encontrado um calendário adeqüado para os jogos das 36 equipes, a Copa do Mundo de 2006 já poderia ter quatro novos participantes. Os sul-americanos, autores da proposta e maiores interessados na ampliação, estão trabalhando com a Fifa para encontrar, até o final de junho, a “fórmula mágica”.

Uma das justificativas que está sendo usada pelos defensores da ampliação da Copa é a proliferação de países desde o final da Guerra Fria. “A União Soviética e a Iugoslávia foram separadas em vários países e todos esses participam agora das eliminatórias para a Copa do Mundo”, afirma Linsi.

Mas de certa forma, a Fifa e a Copa do Mundo estão sendo vítimas do próprio trabalho da entidade de divulgar o esporte em todo o mundo, o que está criando a necessidade de acomodar novos times no Mundial. “O futebol está mais competitivo e, em muitos lugares onde não se jogava, o esporte hoje ganha espaço”, explica Linsi.

O número 2 da Fifa ainda lembra que a Copa do Mundo, em seus primeiro anos, foi jogada com apenas 16 equipes e que, desde então, o fato de ter novos times não prejudicou o evento. “Pelo contrário. Foi a ampliação para novas regiões que tornou o evento o mais popular do mundo”, completa Linsi.