Apesar do forte esquema de segurança – com cerca de 500 PMs -, dois torcedores morreram durante brigas no primeiro clássico baiano do ano: Vitória 1 a 1 Bahia, domingo no Estádio Barradão, em Salvador. Além disso, outras quatro pessoas ficaram feridas.

A primeira morte confirmada pela polícia foi do pedreiro Luiz Carlos Vitor Pereira, de 41 anos. Torcedor do Vitória, ele estava na porta do estádio, com a camisa do seu time, tentando comprar ingressos para o jogo quando foi agredido com um soco por um integrante da torcida organizada Bamor, do Bahia.

Segundo sua esposa (Neide Pereira), Luiz Carlos Vitor Pereira teria caído e morrido antes de receber socorro médico – ainda não se sabe se sofreu traumatismo craniano com a queda ou se foi vítima de enfarte durante a confusão. O laudo do Instituto Médico, Legal sobre a morte dele deve sair em até 30 dias.

Após a partida, o também pedreiro Pedro Salles, de 43 anos, também foi vítima da violência. Torcedor do Bahia, ele foi espancado até a morte por integrantes de uma torcida organizada do Vitória, Os Imbatíveis, segundo testemunhas.

?A gente estava chegando em casa quando quatro pessoas passaram com um carro ao nosso lado gritando: ?Mata eles!?. Consegui fugir, mas ele não?, contou o amigo de Pedro Salles, Daniel Silva. ?A gente estava acostumado a ir aos estádios junto e nunca achava que uma coisa como essa pudesse acontecer.?

Os dois torcedores mortos pela violência no clássico baiano foram enterrados ao mesmo tempo e no mesmo cemitério, no fim da tarde desta segunda-feira, em Salvador. Revoltados, familiares e amigos lotaram os corredores do Quinta dos Lázaros, onde aconteceu o funeral. E dos dois lados houve promessas de vingança contra os assassinos.

A polícia civil instaurou dois inquéritos para investigar os assassinatos e, até o início da noite desta segunda-feira, ainda não tinha identificado os criminosos.