O Atlético segue sem saber quando os operários poderão voltar a trabalhar nas obras da Arena da Baixada. Ontem, o Grupo Móvel de Auditoria de Condições de Trabalho em Obras de Infraestrutura (GMAI) vistoriou o estádio para conferir se as melhorias exigidas na questão de segurança dos trabalhadores foram cumpridas, mas não informaram o clube a respeito do que viram.

Um novo relatório será feito pelo GMAI e entregue à diretoria do Furacão e ao Ministério Público do Trabalho do Paraná. Somente com este documento é que será possível suspender ou manter o embargo das obras, decretado na terça-feira passada. De acordo com os fiscais do trabalho, a expectativa é de que segunda-feira saia uma resposta de definitiva do GMAI.

Até lá, a reforma do estádio para a Copa do Mundo seguirá paralisada. Desde quarta-feira, no começo da tarde, quando o Rubro-Negro foi notificado do embargo, nenhum funcionário pode entrar no canteiro de obras, complicando ainda mais o já apertado cronograma que o clube e a CAP S/A têm para entregar a Arena da Baixada pronta para a Fifa.

A obra na Arena da Baixada foi embargada por determinação da juíza do Trabalho Lorena de Mello Rezende Colnago, baseada em um relatório feito pelo GMAI, entre os dias 16 e 27 de setembro, que apontava várias irregularidades no local. No total, foram apontados 208 autos de infração, sendo a maioria por questões de segurança do trabalho.

O presidente do Atlético e da CAP S/A, Mário Celso Petraglia, se defendeu e garantiu que tudo já foi regularizado conforme o exigido, mas que ninguém voltou ao estádio para fazer uma nova vistoria. O clube ainda tentou um mandado de segurança para que a reforma pudesse fluir normalmente, até o novo resultado sair. No entanto, o pedido foi negado e agora segue a indefinição, pelo menos até a semana que vem.