Lucinho Lima marcou a maior
nota do dia na Joaquina.

Um dia ensolarado e de muito calor na Ilha de Santa Catarina. Este foi o cenário de ontem, primeiro dia de disputas da “perna brasileira” de fim de ano do Circuito Mundial de Surfe Profissional, com a estréia do Petrobras Open Surf na Praia da Joaquina. Um total de 128 surfistas de 9 países disputam os US$ 60 mil em prêmios e 1.500 pontos no ranking do World Qualifying Series (WQS), com 64 deles participando das triagens no primeiro dia da competição que vai até domingo.

O catarinense Neco Padaratz está escalado como convidado junto com o cabeça-de-chave número 1, Peterson Rosa (PR), na oitava bateria da 3.ª fase. Mas, não deve dar tempo para que o local compareça, já que as quartas-de-final do WCT da Espanha foram mais uma vez adiadas por falta de ondas em Mundaka.

As condições na Praia da Joaquina também não estão boas e o primeiro dia de disputas do Petrobras Open Surf ocorreu em ondas irregulares de meio metro de altura. Na primeira bateria do dia, um sobrenome famoso chamou a atenção. Era Daniel Kuerten, que repetiu o desempenho do seu primo Guga Kuerten na Espanha e também foi barrado em sua primeira apresentação na competição. “As ondas estão difíceis e eu estava me classificando, mas no fim os caras viraram e eu terminei em terceiro”, lamentou Daniel, que foi eliminado pelos paulistas Eric Miyakawa e Renato Wanderley.

Surpresa

O irreverente Binho Nunes estava há dois anos sem competir e se dedicando apenas às viagens para surfar em ondas grandes. Curiosamente, sua bateria também envolveu outros dois surfistas que preferem esse tipo de condição, bem diferente da encontrada ontem no mar da Joaquina: Ricardo Azevedo (RS) e Fabiano Passos (RJ). Mesmo estando alguns quilos acima do peso, Binho venceu o confronto, com Azevedo conquistando a segunda vaga para a próxima fase. “Já estou mais magro. Cortei o churrasco, estou fazendo abdominal direto e do jeito que está este mar só posso dizer que tive sorte”, reconheceu Binho.

“Fazia 20 dias que eu não surfava porque não tinha onda na ilha, mas o importante é que a previsão é de que as ondas vão subir no fim de semana e vão garantir um show de surfe aqui na Joaca”, disse Nunes.

Lucinho crava a melhor nota

Já o maior destaque do primeiro dia do Petrobras Open Surf foi o cearense Lucinho Lima, que ampliou o recorde de maior nota que era de Binho Nunes, de 7,17 para 7,67, além de registrar a maior pontuação da quarta-feira: 14,50 de 20 possíveis. “O mar está difícil, mas se você achar a onda abrindo ela vai dar chance para fazer várias manobras. Eu achei três boas e consegui vencer, mas nem sabia que tinha feito o recorde do campeonato”, falou Lucinho, que derrotou Bruno Santos (RJ) e Cláudio Araújo (SC) na décima bateria. Seu próximo confronto será contra Marcelo Trekinho (RJ) e Pedro Norberto (SC) e os dois classificados vão enfrentar os cabeças-de-chave Beto Fernandes (SP) e Shane Beschen (EUA) na terceira rodada.

Beschen é a maior estrela internacional do Petrobras Open Surf. Já entre os brasileiros, os grandes destaques também fazem parte da relação dos 32 privilegiados que só estréiam na fase que antecede às oitavas-de-final da competição, como os oito que integram a elite mundial do WCT: Peterson Rosa (PR), Fábio Gouveia (PB), Victor Ribas (RJ), Guilherme Herdy (RJ), Renan Rocha (SP), Paulo Moura (PE), Rodrigo Dornelles (RS) e Marcelo Nunes (RN).