O que era esperado, se confirmou. O Operário é o novo campeão da Série D do Campeonato Brasileiro. Nem mesmo a derrota por 1×0 para o Globo-RN, na noite deste domingo (10), estragou a festa no Germano Krüger. Afinal, a goleada por 5×0 no duelo de ida, semana passada, praticamente tinha garantido a taça para o Fantasma, que entra para um seleto grupo de paranaenses campeões nacionais.

A lista conta com dois títulos da Série A (Coritiba em 1985 e Atlético em 2001), seis da Série B (Londrina em 1980, Paraná Clube em 1992 e 2000, Atlético em 1995 e Coritiba em 2007 e 2010) e um da Série C (Malutrom, hoje J. Malucelli, em 2000). É a primeira vez que um clube do Estado fatura a quarta divisão, que começou a ser disputada em 2009. Além do troféu, o Operário também já havia garantido uma vaga na Série C de 2018.

Fantasma não fez um bom jogo, mas a vantagem do jogo de ida era grande demais pra estragar a festa. Foto: Hugo Harada
Fantasma não fez um bom jogo, mas a vantagem do jogo de ida era grande demais pra estragar a festa. Foto: Hugo Harada

Uma trajetória que só coroou a melhor campanha da Série D. Em 16 partidas, foram 11 vitórias, um empate e apenas quatro derrotas, totalizando 70,8% de aproveitamento. Em casa, só perdeu o 100% de aproveitamento na decisão, mas que não interferiu em nada na comemoração dos quase nove mil torcedores que lotaram o Germano Krüger pra comemorar mais um título, que era apenas questão de tempo.

Depois do ótimo resultado no primeiro confronto, no Barretão, no último domingo (3) o Operário parecia que foi a campo mais relaxado, apenas esperando o apito do árbitro e não tinha o mesmo ímpeto visto em outras oportunidades. Por outro lado, o Globo-RN fazia questão de acreditar que uma virada histórica seria possível e começou o jogo indo para cima e criando as melhores oportunidades.

Torcida do Operário lotou o Germano Krüger e fez a festa com a conquista do título da Série D. Foto: Hugo Harada
Torcida do Operário lotou o Germano Krüger e fez a festa com a conquista do título da Série D. Foto: Hugo Harada

Tanto que abriu o placar aos 24 minutos, quando Tiago Lima aproveitou desvio de cabeça na área para empurrar para as redes. O lance acordou o Fantasma, que aí resolveu começar a jogar e apresentar o futebol envolvente que teve ao longo de todo o campeonato. Em três minutos, Lucas Batatinha e Jean Carlo arriscaram e Dasaev fez boas defesas, incendiando o estádio, que não parou de empurrar o time. Porém, logo depois os donos da casa diminuíram o ritmo mais uma vez, deixando o confronto morno.

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Na etapa final, o que se via era um Globo querendo pelo menos minimizar a desvantagem e indo para cima, permitindo ao Operário espaços para contra-atacar. Só que ninguém aproveitava as poucas chances que eram criadas e o duelo virou uma verdadeira contagem regressiva para que, de fato, a festa começasse, independentemente do placar.

Nos últimos dez minutos, a torcida já não se contia mais, fazia muito barulho e, assim que o apito final foi dado pela arbitragem, os jogadores se juntaram à arquibancada para comemorar o primeiro título nacional do Operário.