O técnico Oswaldo de Oliveira voltou a comentar sobre a sua saída do Santos e avaliou, nesta terça-feira, é um “símbolo” do atual momento do futebol brasileiro. Segundo ele, o momento político do clube é conturbado, o que contribuiu para a sua demissão após a 18ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Eu também fiquei muito surpreso. Não esperava isso”, disse o técnico, em entrevista ao SporTV. “Mas acho que é o símbolo do que a gente vê em nosso futebol. A impaciência, intolerância, precipitação. O Santos vive um ano político, um ano difícil. Quando chegamos lá, percebemos que coisas como essa poderiam acontecer.”

Oswaldo foi demitido na última terça-feira, dois dias após a derrota por 1 a 0 para o Botafogo no Maracanã. A campanha ruim do time no Brasileirão foi o principal fator que levou à dispensa do treinador. Foram seis vitórias, cinco empates e sete derrotas em 18 partidas, deixando a equipe na 11ª posição.

Ele reconhece que os resultados no Brasileirão não foram os esperados e revelou que o presidente Odílio Rodrigues disse que vinha sendo pressionado até por mensagens pela internet. “Contra o Grêmio, fizemos nossa melhor partida do ano. Depois, com a derrota para o Botafogo, o presidente me procurou e disse que, dado os resultados e a postura dos jogadores em campo, estava sendo pressionado por e-mail e não resistiu. Achou melhor a minha demissão.”

No total, Oswaldo de Oliveira comandou o Santos em 44 partidas. Foram 25 vitórias, nove empates e dez derrotas. Sob o seu comando, o time perdeu a final do Campeonato Paulista para o Ituano.

Enderson Moreira, seu substituto, disse em sua apresentação que sabe que se os resultados não aparecerem, também corre o risco de ter o trabalho interrompido. Ele estreou batendo o Vitória por 3 a 1 no Pacaembu, no último sábado.