O clássico Palmeiras e Corinthians nunca foi nem vai ser só mais um jogo entre dois grandes rivais. Há sempre um algo de diferente, inusitado. Não importa o momento dos times. Neste domingo, a partir das 16 horas, em Presidente Prudente, não vai ser diferente. O jogo é de alta voltagem, clima de uma verdadeira decisão.

Os dois gigantes estão nas cordas. Precisando vencer para pôr fim à instabilidade, o Corinthians vai mudar novamente a maneira de jogar na tentativa de confirmar a melhor campanha do primeiro turno e manter distância do Flamengo – hoje a diferença entre os dois está em apenas dois pontos.

Ao Palmeiras, mandante do jogo, não interessa outro resultado se não a vitória porque, caso contrário, a distância para o líder e rival, que já é de oito pontos, ficará ainda maior. “Se a gente pensa em ficar com uma vaga na Libertadores, precisa somar pontos. Não há outro jeito”, afirmou Felipão, ressaltando a importância de uma vitória.

A favor, por incrível que possa parecer, o bom ambiente no time que vem de uma eliminação na Sul-Americana para o Vasco, após ter vencido o jogo por 3 a 1. “Temos de repetir o bom desempenho do jogo contra o Vasco. A gente vai de cabeça erguida enfrentar o Corinthians após esta desclassificação”, afirmou o goleiro Marcos.

Tite está pressionado – a diretoria do clube foi ao treino na quinta-feira enquadrar os jogadores – e também não pensa muito diferente de seus adversários. É vencer ou vencer. “Temos de ser mais efetivos lá na frente para fechar esse turno em primeiro lugar”, reforçou Tite na sexta-feira.

Suspenso pelo STJD, Felipão comandará o Palmeiras das cabines do Estádio Prudentão. O seu auxiliar Flávio Murtosa será o chefe à beira do campo. “Preferia o Luiz Felipe no banco, o espetáculo é de todos”, disse Tite, aparentemente sem ironia, apesar de terem se tornado desafetos. “Eu falo muito, então não tenho mais o que falar”, rebateu Felipão, que disse não ter nada contra o técnico corintiano.

Entre os jogadores nenhuma rusga. Nem mesmo com Kleber, exposto em praça pública pela maior torcida do Corinthians, que divulgou uma ficha que comprova sua filiação à facção organizada do Alvinegro. Após o jogo contra o Vasco, na quinta-feira, Kléber admitiu que torcia para o time rival por causa de seu pai, corintiano confesso.

FORÇA MÁXIMA – Polêmicas à parte, as duas equipes vão praticamente com o que têm de melhor. Os dois treinadores não divulgaram as equipes, como manda o enredo de um clássico. No Corinthians a dúvida é técnica. Tite tentou escalar os meias Danilo e Alex juntos, mas viu que não deu certo e admitiu que vai ter de escolher apenas um. Danilo leva vantagem. Na frente, Willian deve ganhar a disputa com Emerson.

No Palmeiras o mistério é menor. A dúvida é apenas o substituto de Cicinho, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Márcio Araújo, que perdeu a vaga no meio, deve atuar improvisado no setor. A tendência é que o trio de ataque formado por Luan, Maikon Leite e Kleber seja mantido. Agora é esperar a bola rolar. Vai sair faísca.