O início da temporada do Palmeiras não é animador. Pelo contrário. Na última rodada, por exemplo, a equipe sofreu para arrancar um empate contra o fraco Catanduvense. Enquanto isso, os rivais Corinthians e São Paulo cumprem com a obrigação e passam por cima dos times de menor expressão, o que acaba pressionando ainda mais a equipe alviverde. Por isso, a intenção no duelo desta quarta-feira contra o Mogi Mirim, às 22 horas, no Pacaembu, é aproveitar mais um jogo contra um dos “pequenos” para iniciar uma nova fase e chegar com moral para o clássico contra o Santos, no domingo.

Dois personagens animam a equipe para o duelo. O técnico Luiz Felipe Scolari está de volta ao banco de reservas, após se ausentar das três primeiras rodadas por ter sido suspenso pela Federação Paulista de Futebol (FPF). Nos três jogos comandados pelo auxiliar Flávio Teixeira, o Murtosa, o Palmeiras conseguiu uma vitória e dois empates.

Outro que está de volta é Valdivia. O chileno sofreu uma pancada no tornozelo direito diante da Portuguesa e desfalcou a equipe na última rodada. Sua falta foi evidente. Recuperado, ele volta a ser o responsável por dar a criatividade na armação das jogadas que falta ao time.

Já o retorno de Valdivia faz com que Marcos Assunção não fique tão sobrecarregado, sendo o único responsável pela criação das jogadas (em sua maioria pela bola parada). “O Valdivia é diferenciado. A volta dele faz toda a diferença”, disse o lateral-esquerdo Juninho. Nesta terça, durante o treinamento coletivo, o chileno se mostrou totalmente recuperado. Ele chegou a levar uma pancada no tornozelo direito, mas após ficar caído por alguns minutos, levantou normalmente e voltou ao treino.

Com seu retorno, Felipão passa a ter maior ligação entre o meio de campo e os laterais, algo que Juninho vê como vantajoso. Além da volta de Valdivia, outra novidade é a entrada de Patrik no meio. Com isso, Luan vai para o ataque e Maikon Leite deixa o time. Na frente, Fernandão ganha a disputa contra Ricardo Bueno e começa jogando.