O Palmeiras está realmente disposto a não deixar passar de forma impune a atuação do árbitro Carlos Eugênio Simon na derrota por 1 a 0 para o Fluminense, no último domingo, no Maracanã. Depois de o presidente do clube, Luiz Gonzaga Belluzzo, e o gerente de futebol, Toninho Cecílio, não pouparem críticas a Simon, o time apresentou nesta quarta-feira um protesto formal contra o juiz.

No mesmo dia em que Simon entrou com uma queixa-crime contra Belluzzo – o mecanismo é o primeiro ato para uma posterior ação penal na justiça comum -, o Palmeiras protocolou um requerimento na Federação Paulista de Futebol (FPF) que será enviado ao presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa. Nele, o clube relata em detalhes os erros do árbitro gaúcho que teriam prejudicado a equipe paulista.

No documento, que contém um vídeo da partida em anexo, o Palmeiras reclama de três lances em que Simon cometeu erros graves. O primeiro é o mais polêmico do jogo: o gol anulado de Obina, quando o jogo ainda estava 0 a 0. Além disso, a diretoria palmeirense ainda aponta um pênalti não marcado de Gum em Danilo e a falta de punição a Alan, do Fluminense, que deu uma cabeçada em Armero.

Por fim, o Palmeiras pede que o protesto seja encaminhado à Fifa, já que Simon é árbitro da entidade, e que o juiz gaúcho nunca mais apite um jogo do time em torneios organizados pela CBF.