A diretoria do Palmeiras anunciou nesta terça-feira, em entrevista coletiva realizada na Academia de Futebol, que tem crédito para efetuar a compra do volante Wesley junto ao Werder Bremen, da Alemanha, numa transação que, com impostos, custaria R$ 21 milhões. Mesmo assim, porém, optou por pedir que a torcida se empenhe em cotizar tal quantia e viabilizar a transferência.

“Temos o crédito, mas não queremos endividar ainda mais o clube. Melhor tentar ousar ao invés de ficar de braços cruzados. A gratidão que o torcedor vai ter em ver o Wesley em campo e saber que fez sua parte para ele estar lá não tem preço”, aposta o presidente Arnaldo Tirone.

Já o vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, preferiu fazer mais um dos seus trocadilhos. “Doar é amar”, disse ele. “Então todo torcedor com certeza vai nos ajudar a conseguir o objetivo. Ao invés de buscarmos ajuda com empresários ou empresas, que só fazem aumentar nossa dívida ou pegam nossos jogadores da base, resolvemos pedir ajuda aos torcedores.”

A diretoria alviverde, porém, deixou claro que, apesar de Wesley já estar treinando com o elenco e usando a camisa palmeirense, ele ainda não é jogador do Palmeiras. O clube já o registrou na Federação Paulista de Futebol, em ação parecia à que permitiu o retorno de Raí ao São Paulo em meio às semifinais do Paulistão de 1998. O meia estava previamente inscrito, apesar de só ter seu contrato registrado depois.

O Palmeiras tem agora 28 dias para arrecadar os R$ 21 milhões e pagar o Werder Bremen. De acordo com a diretoria, caso o valor não seja atingido por inteiro, o clube tem a opção de decidir se devolve o que arrecadou ou completa o valor e efetua a compra.