As declarações do atacante Ronaldo de que o presidente Lula estaria ajudando o Corinthians a construir seu Centro de Treinamento (CT) foram encaradas com naturalidade pelo clube nesta terça-feira. De acordo com o jogador, a ajuda não seria financeira, mas com a indicação de empreiteiras e empresas que fariam a obra.

Embora isso pudesse ser visto como tráfico de influência, já que as empresas são particulares, membros da diretoria procuraram tratar o ocorrido como simples “conselhos de amigo”. “É como se um amigo estivesse dando indicações para se construir uma casa. Ele já fez isso em outras situações, como o Pan do Rio e com o São Paulo (que está reformando o Morumbi para receber a Copa de 2014)”, disse o diretor de futebol Mario Gobbi.

Para o consultor médico Joaquim Grava, que participa do projeto de construção do CT, também não existe nada demais. “As pessoas públicas sempre podem colaborar em situações como essa, já que existem entraves que envolvem empresas que prestam serviços públicos. Nós, por exemplo, precisamos mexer em um muro e tivemos de conversar com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).”