Mesmo tendo aplicado algumas variações táticas ao longo das rodadas iniciais, o técnico Dado Cavalcanti já sinalizou que não abre mão de uma linha de quatro defensores. Na sua avaliação, essa disciplina foi determinante para o bom desempenho do Paraná Clube na Série B do Campeonato Brasileiro, até aqui. Com apenas três gols sofridos, o Tricolor tem a defesa menos vazada da competição, ao lado do Palmeiras.

Com este bom início – o Paraná ocupa a 7.ª colocação, a dois pontos do G4 – o clube iguala a marca de 2010, quando a defesa também sofreu apenas três gols nas seis primeiras rodadas. A diferença básica entre as equipes está exatamente no sistema tático. Há três anos, o então técnico Marcelo Oliveira utilizava três zagueiros (Alessandro Lopes, Irineu e Luís Henrique) enquanto Dado Cavalcanti se mantém fiel ao esquema com uma dupla de zaga.

O treinador iniciou a Série B com um 4-1-4-1. Nas últimas partidas antes da paralisação, adotou um 4-4-2. Uma mudança com o objetivo de aumentar a presença ofensiva do Paraná. Isso, é claro, sem abrir mão do equilíbrio defensivo.

Dado Cavalcanti busca, sempre, que seu time trabalhe atrás da linha da bola, encurtando distâncias e não oferecendo espaços aos adversários. Um estilo de jogo que exige um ótimo condicionamento físico de todos. “O Paraná possui um grupo equilibrado. Para as coisas fluírem bem, todos devem estar muito bem, em condições de dar 100%”, avisou o técnico paranista, que comemora essa parada, período no qual espera fazer os ajustes necessários e garantir uma maior homogeneidade do elenco. “Temos vários jogadores de maior rodagem. A sequência de jogos e viagens deve ser bem trabalhada para que o desgaste não seja tão acentuado”, lembrou Dado. Esse cansaço, na visão do treinador, foi decisivo para a queda de rendimento nas derrotas para Oeste e Paysandu.

A partir do equilíbrio defensivo apresentado até aqui, Dado Cavalcanti busca um avanço no desempenho geral do Tricolor. A defesa menos vazada dá sustentação para que, ao longo da intertemporada, o treinador possa voltar as atenções para o setor ofensivo, que deixa a desejar.