A baixa produção do ataque da seleção nos últimos jogos e nos coletivos realizados em Teresópolis e Puerto La Cruz tem uma justificativa, na avaliação do técnico Dunga: a alta capacidade dos zagueiros; no caso dos treinos, a referência é aos reservas Naldo e Alex Silva. Para ele, há uma falta de gols generalizada, uma crise que atinge em cheio os artilheiros em todo o mundo.

Ele chegou a cometer um equívoco ao afirmar que a seleção brasileira, sob seu comando, nunca saiu de campo sem marcar. Em 5 de junho, na última partida do Brasil, houve empate por 0 a 0 contra a Turquia, em Dortmund, talvez na pior atuação da equipe desde a eliminação da Copa do Mundo de 2006.

Em dez jogos contra outras seleções, desde a estréia de Dunga em confronto com a Noruega, em agosto do ano passado, o Brasil fez apenas 16 gols. A média de 1,6 por partida é irrisória para a história e tradição do time. Nos últimos três amistosos, só dois gols foram marcados (1 a 0 sobre Gana, com Vagner Love, e 1 a 1, com a Inglaterra, gol de Diego, nos acréscimos).