A eleição para presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deve parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Esta é a opinião do jurista Marcílio Krieger, em decorrência do impasse causado pela concessão de liminares antagônicas -uma no Rio asseguraria o pleito, enquanto outra em Minas Gerais torna nula a sua realização. “Estabeleceu-se um conflito de competência e a eleição está sub judice”, disse Krieger.

Ontem, na sede da CBF, na Barra da Tijuca, tanto o presidente Ricardo Teixeira quanto seu vice, Nabi Abi Chedid, não falaram sobre o assunto. No entanto, um dirigente que conversou com ambos garantiu que o episódio já é considerado “coisa do passado”. Teixeira dá como certa a nulidade da liminar concedida em Minas Gerais.

Juiz de Direito e ouvidor da CBF para a Série B do Campeonato Brasileiro, o ex-presidente do Fluminense, Francisco Horta, assegurou que a liminar não tem valor legal. Para ele, o juiz da 8.ª Vara Cível da Justiça de Minas, Jair José Varão Pinto Júnior, não possui competência para expadir o documento. “O juiz é de Minas e a liminar somente poderia ter sido concedida por um magistrado da Justiça da Barra da Tijuca, onde a CBF tem sua sede”, explicou Horta.

O presidente do Vasco, Eurico Miranda, justificou sua ausência na eleição de quarta-feira. “Eu não voto no Ricardo Teixeira por vários motivos; um deles é o de não entender porque ele assiste passivamente à perseguição dos árbitros ao Vasco no Campeonato Brasileiro.” Miranda desentendeu-se com Teixeira depois de episódio recente, em que o dirigente da CBF teria convocado alguns clubes para participar de um levante contra o Estatuto do Torcedor e paralisar o Brasileiro.

No dia seguinte, a CBF voltou atrás e afirmou que a manifestação partira dos clubes. Miranda então disse que Teixeira estava mentindo.