O Paraná Clube terá mudanças para o jogo desta noite, às 21h, na Boca do Jacaré, frente ao Brasiliense. Na busca pela primeira vitória na fase pós-Copa da Série B, o técnico Marcelo Oliveira decidiu até fazer mistério e definiu o time num treino fechado, ontem cedo. O capitão Luís Henrique volta, mas as novidades não devem parar por aí.

A reação da equipe no jogo contra o Guaratinguetá passou a ser modelo daquilo que deseja o treinador: um time coeso na marcação, mas ousado, capaz de encurralar o adversário. Fora de casa, a tendência é que o Paraná busque surpreender nos contragolpes, evitando os erros cometidos em Juazeiro do Norte-CE, quando perdeu por 3 x 0 para o Icasa. “Não podemos nos expor. Vamos tentar explorar eventuais deslizes do adversário”, comentou o zagueiro Alessandro Lopes.

Marcelo Oliveira sabe que terá pela frente um time “mordido”, tentando dar uma satisfação à sua torcida após a humilhação sofrida em Arapiraca, quando levou 6 x 1 do ASA. “Temos que ter inteligência para explorar isso. Eles vão vir com tudo”, previu o volante João Paulo. E, para tentar surpreender o Brasiliense, é possível que o técnico jogue suas fichas em Somália, que entrou muito bem na última jornada e deu maior dinamismo ao time.

Essa possibilidade não foi confirmada nem descartada por Oliveira, que evitou qualquer comentário sobre a escalação que iniciará a partida. Sequer a relação dos dezoito atletas que viajaram para o Distrito Federal foi divulgada. Caso a escolha seja pela repetição daquilo que fez no sábado passado, Somália entraria na vaga de William, com a fixação de Marcelo Toscano no setor de armação do time. Só que Leandro Bocão não vive bom momento e também poderia deixar o time. “Ainda quero analisar com maior atenção o Brasiliense e depois defino quem entra em campo”, desconversou o técnico paranista.

Ele só deixou clara a intenção de lançar mão de Luís Henrique. “Trata-se de um jogador muito importante, dentro e fora de campo. Ele treinou e se não houver nenhum imprevisto, volta ao time”, anunciou Oliveira. Após o treino “fechado”, a comissão técnica deu ênfase também às finalizações.

Nos dois últimos jogos, o Paraná falhou de forma preocupante neste quesito, tendo conseguido apenas um gol, ainda assim de pênalti – e marcado por Juninho. “O gol, num campeonato equilibrado como esse, tem um poder muito grande. Se você cria quatro, cinco chances, não pode errar”, analisou o treinador. “Também precisamos melhorar nosso desempenho fora de casa e voltar a conviver com vitórias”, arrematou.