Por mais incrível que isso possa parecer, o Paraná Clube entra em campo hoje para um dos momentos mais decisivos de sua curta – e vitoriosa – história. A partir das 15h30, contra o Nacional, no estádio Erick George, em Rolândia, o Tricolor inicia a sua caminhada no torneio da morte, que “leva?? duas equipes (das quatro que disputam) para a segunda divisão do campeonato paranaense. O futuro do clube está intimamente ligado à campanha nestes seis jogos.

Na última semana, a diretoria e o time demonstraram o desespero que toma conta do Paraná. Desde a noite de domingo, quando foi confirmada no campo a participação da equipe na repescagem, a diretoria tenta arrumar uma forma de punir o Francisco Beltrão e, por conseqüência, ganhar no “tapetão” uma vaga para a segunda fase. Apesar de ter conseguido provas que o jogador Alex está irregular, o Tricolor não conseguiu sensibilizar o Tribunal de Justiça Desportiva.

No início da semana, novo recurso será impetrado no TJD – mas o presidente do órgão, Bôrtolo Escorsin, já avisou que não adiantará nada, pois o primeiro pedido de impugnação dos resultados do Beltrão foi feito fora do prazo previsto no Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Caso seja realmente negado o recurso, a diretoria paranista promete seguir até onde puder, mas a ida a Rolândia para jogar contra o Nacional já mostra que o clube reconhece que tem poucas chances.

Resta, portanto, o campo – onde tudo deve ser decidido. O técnico Saulo de Freitas tem três desfalques para o jogo desta tarde: Gélson Baresi e Eto, entregues ao departamento médico, e Athos, cumprindo suspensão automática. Desta forma, o Paraná não poderá (mais uma vez) repetir uma formação – pior ainda, não poderá ter o time que venceu a única partida na temporada, o 2×1 sobre o Rio Branco.

Os substitutos já foram escolhidos por Saulo. Na lateral-direita, volta Erivélton, que começou o ano como titular, perdeu a posição para Alcir e depois para Eto, e ganha nova oportunidade. Na zaga, entra João Vítor, que é o mais regular do elenco no Paranaense. E Éverton volta à equipe no meio-de-campo, revezando-se com Alex na armação das jogadas, enquanto Fábio Oliveira fica mais fixo no comando do ataque.

Os três – e os outros que seguiram para o Norte – sabem de responsabilidade que têm. Os onze tricolores são mais que jogadores; eles representam a marca do Paraná Clube, que foi manchada por más administrações, e que corre o risco de entrar na história do futebol paranaense pela porta dos fundos.

CAMPEONATO PARANAENSE
NACIONAL x PARANÁ CLUBE

Nacional: Felipe; Juninho, Douglas, China e Vagner; Paulo Sérgio, Fábio Lopes, Moraes e Paulinho; Marco Antônio e Clênio. Técnico: Dirceu de Mattos

Paraná:

Flávio, Erivelton, Fernando Lombardi, João Vítor e Jadílson; Alexandre, Wiliam, Jean Carlo e Alex; Ewerton e Fábio Oliveira. Técnico: Saulo de Freitas

Súmula
Local:

Erick George (Rolândia)
Horário: 15h30
Árbitro: Aguinaldo Pinheiro de Oliveira
Assistentes: Fernando Alburghetti Gimenez e Marcelo Betinéli Géa