Foto: Orlando Kissner/Tribuna
Vandinho foi o último a entrar para galeria de artilheiros do Paraná.

Gol é uma atribuição de todos no Paraná Clube. Se não prima pela eficiência – é apenas o oitavo mais positivo do Campeonato Paranaense, com 19 gols – o setor ofensivo tricolor distribui bem a tarefa. Em Paranavaí, o atacante Vandinho tornou-se o décimo-segundo jogador paranista a balançar as redes na competição. Entre os atuais titulares das posições de linha, somente os zagueiros Emerson e Gustavo ainda não fizeram gol. Mas ambos já estiveram perto de se igualar aos companheiros – o primeiro eventualmente bate faltas e o segundo costuma freqüentar a área adversária em lances de bola parada.

Para efeito de comparação, no Brasileiro-2005 o time levou 27 rodadas para ter doze nomes diferentes na lista de artilheiros.

E os gols marcados por jogadores sem tal obrigação não saem em lances fortuitos. Os laterais Edinho e Goiano já concluíram para as redes na pequena área, em lances típicos de atacantes, e os volantes Beto e Rafael Muçamba são vice-artilheiros da equipe, ao lado de Jeff, com dois gols.

Para Beto, o número curioso exprime a liberdade que todos têm de chegar perto do gol. ?Aqui não há jogador só ofensivo ou só defensivo. Todos podem chegar para finalizar, desde que haja sincronia para que nenhum setor fique desguarnecido?, falou o jogador. Os números apontam que a cobertura tem sido eficaz – ao lado de Coritiba e J. Malucelli, o Paraná tem a segunda melhor defesa do Estadual, com 12 gols sofridos.

O capitão paranista ressalta ainda que o time não depende tanto de um só atleta – o artilheiro, Leonardo, marcou cinco gols, ou 26% do total da equipe. No Nacional do ano passado, Borges fez sozinho 32% dos tentos tricolores e num universo bem maior de partidas (42 contra 12). ?Isso mostra que todos colaboram, no ataque e na defesa?, falou o jogador, que vive também uma fase de ?artilheiro? – marcou sete gols desde o último Brasileiro, número alto para um volante que não cobra faltas ou pênaltis.

O caminho pra chegar na ponta

Lutar pelos primeiros lugares da chave ou garantir a classificação? De uma forma ou de outra, o jogo do rival Coritiba contra o Roma, hoje à noite, poderá indicar qual o futuro paranista na competição.

Em termos de classificação pura e simples, os melhores resultados para o Tricolor são a vitória do Coxa ou o empate. Qualquer um deles assegura a passagem paranista para a segunda fase do Estadual.

Mas os tricolores querem um pouco mais. Como o time reduziu para três pontos a desvantagem para a líder Adap, a briga alcança também as primeiras colocações. Ainda mais que o quarto colocado -posição atualmente ocupada pelo Paraná – deve enfrentar o Atlético, favorito à liderança da chave A.

Sob este aspecto, a vitória do Roma é favorável ao Tricolor. Se o vice-líder Coxa ganhar, a única chance de o Paraná chegar em primeiro é vencer os dois últimos jogos e torcer por um empate entre os alviverdes e a Adap, na última rodada. ?O grupo sabe que pode acabar em 1.º lugar e isso está em nossos planos?, falou o técnico Barbieri.

Amanhã, diante da Adap, no Pinheirão, o Tricolor deve ter apenas uma mudança em relação ao jogo contra o Paranavaí – a volta do zagueiro Gustavo, que estava suspenso, no lugar de João Paulo. O ala Edinho também poderia retornar, mas voltou a sentir a lesão na coxa que o tirou dos dois últimos jogos. Rodrigo Alvim segue como titular.