O Paraná Clube, ao que tudo indica, iniciará sua caminhada no Paranaense-2009 sem um patrocinador estampado em suas camisas. A Providência está deixando o clube, um ano antes do previsto no contrato firmado no início de 2008. A rescisão ainda não é oficial, mas diante da venda da empresa para um grupo estrangeiro o Tricolor já foi comunicado sobre essa decisão e corre atrás de um novo parceiro.

“Há ainda uma possibilidade da manutenção de uma das marcas da Providência na manga da camisa. Mas é pouco provável que isso ocorra”, admitiu o vice financeiro do clube, Waldomiro Gayer Neto. Como a situação ainda não foi oficializada, a marca continua sendo usada nas camisas e nos banners do clube. “Enquanto não houver o rompimento oficial, não retiraremos a marca”, explicou Gayer.

Porém, o dirigente acredita que antes do Paranaense começar, o contrato já terá sido rompido. Uma situação que faz o clube já trabalhar opções para cobrir a marca (que vem de fábrica, junto à fornecedora do clube, a Penalty). Frente ao J. Malucelli, no dia 24 de janeiro, é provável que o Paraná entre em campo estampando algum de seus próprios produtos no local destinado ao patrocinador master, como o Sempre Torcedor.

E a probabilidade disso acontecer é muito grande. Mesmo que um novo parceiro seja encontrado nos próximos dias, haveria pouco tempo para a aplicação de uma nova marca em todo o material esportivo do clube. “Estamos atrás de um novo patrocinador, mas não é algo tão simples”, afirmou o dirigente paranista. Waldomiro Gayer não citou quanto custaria o espaço, mas estima-se que o contrato com a Providência girava em torno de R$ 50 mil/mês.

Quanto à fornecedora do material esportivo, Gayer Neto confirmou a permanência da Penalty. Recentemente, a empresa – alegando reflexos da crise mundial – teria acenado com uma redução da quantidade de material distribuída mensalmente. “Segue tudo normalmente, sem problemas”, disse Gayer.

Ao contrário do que ocorre nos grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, a Penalty não paga um valor mensal ao clube. O contrato prevê apenas o fornecimento do material e royalties sobre produtos vendidos em lojas. “Só que esse é um valor irrisório. Ainda mais no último ano, quando os resultados de campo se refletiram no baixo consumo de produtos do Paraná”, admitiu o dirigente.