O Paraná Clube define hoje seu treinador para a sequência da Série B. O presidente Aramis Tissot evitou citar nomes, mas antecipou que o torcedor não deve esperar um “técnico de ponta”.

O Tricolor não irá alterar suas diretrizes e a ideia é trazer um profissional que conheça bem o elenco, adequado às questões financeiras do clube e que venha sozinho (ou no máximo com um auxiliar).

A bolsa de apostas “bombou” durante todo o dia de ontem, mas a diretoria não bateu o martelo. “Temos que agir com cuidado nessa hora”, admitiu Aramis Tissot, que até fez uma tentativa para trazer Vadão.

“Os valores são irreais para o nosso momento. Acho que tem clube da Série A que não dispõe dessa quantia”, destacou o presidente paranista. Osvaldo Alvarez teria pedido R$ 150 mil por mês, além de toda a sua comissão (auxiliar, preparador físico,…).

Este quadro fez com que o Paraná Clube direcionasse suas atenções para alternativas mais econômicas e, por que não, caseiras. Os nomes de Gilberto Pereira e Édson “Neguinho” Santos ganharam força.

No entanto, ao longo do dia, a situação não evoluiu. Aramis Tissot, nas entrelinhas, deixou clara a sua intenção de contar com um treinador de maior experiência nesse momento de transição do Paraná, com a chegada de muitos reforços para a disputa da Série B.

Gilberto Pereira, que nos últimos anos ganhou destaque dirigindo equipes do interior do Estado, teve a chance de assumir o Paraná quando Roberto Cavalo foi demitido, mas a negociação não evoluiu.

Já Neguinho, que em 2004 comandou o Paraná no “torneio da morte” e evitou a queda do time para a segunda divisão paranaense, não esconde o desejo de um dia voltar à Vila Capanema. No ano passado, ele dirigiu o Avaí em seis jogos do Brasileirão e atualmente é assistente técnico do time catarinense. “Como não fui procurado, creio que estão buscando outra opção”, concluiu.