Jean Carlo sumiu na meia-cancha.

A cabeça do torcedor paranista está “um trevo”. Desarticulado e “sem pegada”, o Paraná Clube foi presa fácil para a turma do capetinha Edílson. O Vitória detonou o rival por 6×1, na maior derrota do Tricolor em todas as suas participações no Campeonato Brasileiro. A goleada histórica jogou por terra tudo o que o grupo havia conquistado na primeira rodada da competição.

Quando venceu o Santos, o recém-formado time de Paulo Campos conseguiu dissipar as dúvidas que pairavam sobre o grupo. Só que esta tranqüilidade foi aparente e durou somente quatro dias. A humilhante derrota coloca novas interrogações no ambiente do Tricolor, que sofreu, até aqui, a maior goleada do Brasileirão 2004. O treinador creditou o revés à inexperiência do time, que não soube administrar a desvantagem no marcador e deu espaços para o eficiente ataque baiano.

O respeito do Vitória para com o Paraná durou apenas 25 minutos. Até este momento, as ações estavam equilibradas e o técnico Agnaldo Liz já havia sido obrigado a fazer uma alteração. Bastou o primeiro gol para toda a dinâmica do jogo ser subvertida. Obina, oportunista, abriu a contagem, aos 28 minutos. Começava aí, o pânico tricolor. Não houve tempo nem para respirar e Cléber ampliou.

O lateral Cláudio teve a chance de “frear” os baianos, mas perdeu um pênalti, aos 32 minutos. O castigo veio logo depois, com Xavier batendo de fora da área. O desespero já havia tomado conta do Tricolor e para piorar, Edílson ainda fez o seu, no final do primeiro tempo. Sem muito a fazer, Paulo Campos tentou evitar o pior, fechando o meio-de-campo com o volante Goiano.

Não teve jeito. O capeta Edílson, aos 6 minutos, fez de cabeça o quinto gol do Rubro-Negro baiano. Com a vitória assegurada, o Vitória se deu ao luxo de adotar “ritmo de treino”. Os experientes Axel, Beto e Jean Carlo pouco produziram e as raras oportunidades só surgiram em cobranças de faltas. O treinador até tentou dar maior vibração ao ataque, com a entrada de Chokito, e aos 32 minutos, Fernando acertou o pé batendo falta para diminuir.

Não deu nem para respirar, pois no lance seguinte Leandro definiu o placar. Não por falta de oportunidades, pois Edílson e Leonardo ainda perderam duas boas oportunidades para o Vitória. Na análise de Paulo Campos, a derrota foi normal, o placar não. “O Vitória foi eficiente nas finalizações. Por isso, o resultado foi tão dilatado. Mas, da mesma forma como não ficamos eufóricos com a vitória sobre o Santos, não podemos nos abater pelo resultado anormal”, finalizou Campos.

BRASILEIRO
2.ª rodada
Local: Barradão (Salvador).
Árbitro: Antônio Hora Filho (SE).
Assistentes: Edmo Oliveira Santos (SE) e Renilson Nunes Freire (SE).
Renda: R$ 47.395,00.
Público: 3.109 pagantes (3.923).
Gols: Obina a 28?, Cléber a 29?, Xavier a 34? e Edílson a 44? do 1.º tempo. Edílson a 6?, Fernando a 32? e Leandro a 33? do 2.º tempo.
Cartões amarelos: Pedro, Alex Silva, Xavier e Obina.

Vitória 6 x 1 Paraná

Vitória
Juninho; Pedro, Alex Silva, Adaílton e Fabinho (Carlinhos); Xavier, Vinícius, Cléber e Magnum (Leandro); Edílson e Obina (Leonardo).  Técnico: Agnaldo Liz.

Paraná
Flávio; Cláudio (Fernando Lombardi), Carlinhos, Nelinho e Wesley; Axel, Beto, Jean Carlo (Chokito) e Fernando; Adriano (Goiano) e Galvão. Técnico: Paulo Campos.