Mesmo vindo de derrota e por goleada , o técnico Sérgio Soares mantém uma aparente tranquilidade. Resultado das últimas atuações em casa, nesta Série B. Após atuações convincentes contra Bragantino e Vila Nova, o Paraná Clube tenta repetir a dose diante do Bahia, às 19h30, no Durival Britto. É a largada de um returno onde o Tricolor precisa conquistar quase 70% dos pontos possíveis para conseguir acesso à primeira divisão.

Qualquer deslize nessa trajetória deixará o clube somente na condição de figurante. Ou pior, já que a distância para a zona do rebaixamento é hoje de apenas dois pontos.

“Em casa, o time vem muito bem. Então, não momento para perder a serenidade”, afirmou Soares, que disse não pretender mexer na estrutura do time somente por conta de uma jornada ruim. “Minha forma de trabalhar é essa. Se você resolver trocar porque alguns não foram bem, você não encontra um conjunto”.

Com essa diretriz, Soares comandou o último treino da equipe, ontem à tarde, na Vila Capanema. Mais uma vez, um trabalho “fechado”, onde deu ênfase às cobranças de faltas e escanteios.

O treinador deixou no ar a possibilidade de mexer na ala-direita. Luiz Henrique, que havia feito bom jogo contra o Vila Nova, não teve a mesma sorte no Ceará. Por isso, Soares pode dar outra chance a Marcelo Toscano, abdicando da improvisação. Titular no início da Segundona, Toscano não retornou bem depois que perdeu a posição para Murilo.

Ocupando a 11ª colocação, o Paraná precisa o quanto antes encaixar uma série de bons resultados. Para subir, por exemplo, teria que replicar a campanha do Vasco, “campeão” do primeiro turno. O clube carioca somou 39 pontos (11 vitórias, 6 empates e 2 derrotas).

“Hoje, somos o divisor de águas. Temos que superar já essa barreira, entrando na metade de cima da tabela”, comentou Soares, que evita falar em projeções e tenta trabalhar jogo a jogo. “Na Série B, praticamente todos os clubes entram pensando em acesso. Isso torna a competição muito equilibrada. E, ainda é difícil assegurar quem vai subir”.

Por tradição, Paraná e Bahia seriam clubes no mínimo candidatos ao acesso. Na prática, os clubes estão distantes do G4 e trabalhando sempre sob pressão. “Tem sido uma rotina pra gente. Vamos mal lá fora e depois, em casa, entramos ainda mais pressionados”, reconhece o meia Davi.

Nessa rotina paranista, a expectativa é que o time de hoje tenha a mesma atitude de outros jogos na Vila, onde sob o comando de Soares o rendimento é de 80%. “Não resta outra opção, senão a gente volta a conviver com o sufoco lá de baixo”, arrematou Davi.